Cria da base do Figueirense relembra detalhes sobre o W.O contra o Cuiabá em 2019

Em entrevista ao Charla Podcast, o volante Matheus Pereira, cria da base do Figueirense e que hoje defende o Oito Trinta, relembrou detalhes do W.O contra o Cuiabá em 2019

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O volante Matheus Pereira, cria da base do Figueirense e que hoje defende as cores do Oito Trinta, do Japão, participou do Charla Podcast. Entre os assuntos abordados, ele relembrou um momento marcante na história do clube, o W.O contra o Cuiabá pela Série B de 2019, que divide opiniões até hoje.

Pereira atuou como lateral-direito após a saída de Kauê no último jogo, contra o São Bento – Foto: Matheus Dias/FFCPereira atuou como lateral-direito após a saída de Kauê no último jogo, contra o São Bento – Foto: Matheus Dias/FFC

Em um dos cortes do podcast, o volante relembra o início da turbulenta parceria com a Elephant, que iniciou em 2017 e culminou no fatídico W.O.

“Começou a ter dívida, só que aí entrou uma SAF lá, né? Entrou uma SAF e tal, uns franceses… Aí até começou bem. Pagando em dia, pagando certinho, só que a SAF fez pilantragem depois, né? Pegou o dinheiro todo, roubou o dinheiro do Figueirense que tinha lá também e meteu o pé. Aí deixou o Figueirense cheio de dívida”, destacou Pereira.

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Pereira fazia parte do elenco naquele ano e detalhou mais sobre o caso. “Entrou esse cara [Claudio Honigman], e ele começou a fazer sacanagem, não pagar salário, ficar três meses com o salário atrasado, três imagens e tal, ele ficava naquela de que vai chegar os aportes, a gente até zoava ele lá, porque ele sempre falava que os aportes estavam chegando. Ele não falava direito, ele falava aportes, estão chegando os aportes, chegando os aportes, os aportes financeiros, ele ficava naquela de que sexta-feira chegava, aí a gente olhava na conta lá, sexta, nada, e aí, cadê, cadê?”, relembrou.

Ele também falou das lideranças na época que se posicionaram diante da situação critíca que clube vivia. “Aí na época, esses caras cobravam aí, né? Jorge Henrique, Maikon Leite, era os caras tudo. Aí eles foram e mataram no peito de que tem que fazer alguma coisa”, disse.

O primeiro passo que o elenco decidiu foi a de não treinar, mas a situação foi se agravando. “Começamos a não treinar, porque pô, chegou a uma fase que a gente estava fazendo vaquinha para pagar funcionário, nem era só nós, o problema não era só a gente, era o funcionário, eles recebiam o mínimo, todo grupo tinha que pagar a comida em casa, imagina então a pessoa que recebia R$ 1.200”, revela.

Ele também contou que o W.O não foi só por eles, mas pelos funcionários que estavam passando por dificuldades. “A gente estava fazendo isso pelo bem das outras pessoas, a gente olhava muito para os outros, não mais pra nós”, disse no podcast Charla Podcast.

Pereira também revelou que o elenco havia decidido que o W.O seria no jogo contra o Vitória, em casa, no entanto, eles resolveram dar uma segunda chance ao presidente da época. O elenco entrou em campo e o Alvinegro venceu aquele confronto.

No jogo seguinte, a partida era fora de casa, contra o Cuiabá, na Arena Pantanal. Foi quando mais uma vez o elenco não treinou e seguiu viagem para o duelo. Segundo o Pereira, o elenco queria entrar em campo e jogar, mas exigiu que Claudio Honigman assinasse um documento se comprometendo a pagar os salários, que naquela altura já chegava ao quarto mês de atraso.

“Chegou no vestiário e o cara [Claudio Honigman] falou, não vou assinar, não vou assinar. Aí o elenco falou ‘não vamos jogar também’. Aí voltou todo mundo para o ônibus e foi embora. Foi embora e deu W.O”, disse.

Confira o podcast completo com o volante Matheus Pereira: