O torcedor do Criciúma vaiou seu time no empate sem gols com o Guarani. O comportamento foi reflexo do fraco desempenho da equipe dentro de campo. Se o futebol está caindo de nível, o desempenho em pontos é superior ao do turno.
Técnico Cláudio Tencati concordou que o time ficou devendo no últumo jogo. – Foto: Celso da Luz – Assessoria do CriciúmaContra o CSA, Londrina e Sport, o Tigre fez 5 pontos no turno e 6 no returno.
O futebol é um esporte tão diferenciado que permite que um time jogue menos futebol e pontue mais. Só que isso é atípico.
SeguirNo turno, o Tigre estreiou contra o CSA em Alagoas e fez um jogo igual, empatando em 1 a 1. No jogo de volta, vitória de virada por 2 a 1, que só aconteceu após o adversário ter um jogador expulso.
Contra o Londrina foi vitória em casa e empate fora. No Majestoso, o Tigre venceu e foi dominante. Na casa do adversário, o jogo foi sofrível e ninguém mereceu vencer.
Contra o Sport, em casa, o Tigre jogou bem e esteve perto da vitória. O empate em 1 a 1 saiu de uma falha coletiva do setor defensivo. Em Recife, campo, ruim, jogo ruim e um ponto na tabela. Outro 1 a 1.
O Guarani, último adversário, mostra como o futebol é um esporte diferente.
Em Campinas, no turno, o Criciúma dominou e parou no goleiro adversário. No segundo tempo sofreu um gol de pênalti e perdeu.
Na última quarta-feira, em casa, o Criciúma recebeu o Bugre, então lanterna, foi dominado e saiu vaiado de campo. Diferente do jogo em Campinas, onde foi melhor, o Tigre foi dominado e não perdeu por interferência do VAR, anulando equivocadamente um gol do adversário.
Saldo dos dois confrontos. Jogou bem, e perdeu em Campinas. Jogou mal, e empatou em casa.
O returno normalmente é mais pesado fisicamente, e o elenco é precário em opções para o técnico Cláudio Tencati.
Pode parecer pouco, mas somar os 15 pontos que faltam no returno para permanecer na Série B não será nada fácil.