Crônicas da Copa: A imortalidade em curso na Copa do Mundo do Catar

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Diogo de Souza Florianópolis

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Existe uma máxima atribuída a sabe-se lá quem, onde um ser humano morre duas vezes: ao, efetivamente, morrer; e, em um segundo momento, morrerem todas as pessoas que o conheceram e ainda o propagavam.

O futebol, essa cópia rabiscada da vida, segue essa linha, mas sugere um terceiro óbito: a aposentadoria de um atleta não é tão simples também por isso.

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    Mbappé levou a França até a final da Copa do Mundo - FRANCK FIFE / AFP / ND
    Mbappé levou a França até a final da Copa do Mundo - FRANCK FIFE / AFP / ND
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    França vence a Polônia e vai às quartas de final - Fifa.com/Divulgação/ND
    França vence a Polônia e vai às quartas de final - Fifa.com/Divulgação/ND

Há uma ponte, em meio a essas condições, onde poucos atravessam em nome da imortalidade. Grandes feitos alcançados não por todo e qualquer ser, mas sim, por gênios marcados no imaginário popular.

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Se a Copa do Mundo do Catar, edição contestadíssima por sua sede e sua entidade organizadora, não nos apresenta até aqui novidades no aspecto individual e coletivo, é verdade que ela vai se tornando palco para a imortalidade.

Kylian Sanmi Mbappé Lottin vai trilhando um caminho digno de Pelé. Seus números, inclusive, vão além do Rei do Futebol ainda que sempre tenhamos que esbarrar em títulos de Copa do Mundo – nesse momento 3 a 1 para o Rei.

Astro do futebol francês, Mbappé, pede orações para Pelé – Foto: Divulgacão/Observatório dos Famosos/NDAstro do futebol francês, Mbappé, pede orações para Pelé – Foto: Divulgacão/Observatório dos Famosos/ND

Ao performar diante da Polônia, neste domingo (4), o pródigo atleta que é filho de um camaronês com uma argelina deixou lendários nomes para trás em número e importância dos gols. A sensação de que deve esmigalhar todo e qualquer recorde fica ainda mais latente ao lembrar que trata-se de um jogador de míseros 23 anos.

Se fora de campo o atleta sugere uma postura polêmica e aquém para um desportista que se sugere extraclasse, é preciso o reconhecer como um projeto de lenda – qualquer análise fora disso é negacionismo e este escriba será sempre combatido, afinal, não dá pra levar a sério quem acha que a terra é plana.

Não há certeza e tampouco a prática de futurologia acerca de um possível título da França. Mbappé e companhia podem ‘morrer’ logo adiante, no próximo sábado, diante da Inglaterra.

O que não diminui e não apaga a confiança de que estamos diante da imortalidade de um atleta em curso, goste dele ou não – certo, Neymar?!.

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