Crônicas da Copa: Os Ronaldos e o que realmente importa em uma Copa do Mundo

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Diogo de Souza Florianópolis

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Na última segunda-feira (28) de Copa do Mundo, uma breve imagem de Ronaldo apareceu no telão do (provisório) estádio 974, em Dubai, para delírio dos presentes.

É importante lembrar que a sempre autoritária FIFA (Federação Internacional de Futebol) não divulga o público dos seus jogos e, dessa forma, inviabiliza o nobre cronista a trazer o número exato de espectadores a reverenciar tamanha lenda da bola.

Ronaldo juntamente dos pentacampeões Kaká, Cafu e Roberto Carlos – Foto: Ronaldo/Arquivo Pessoal/DivulgaçãoRonaldo juntamente dos pentacampeões Kaká, Cafu e Roberto Carlos – Foto: Ronaldo/Arquivo Pessoal/Divulgação

Outra ponderação fundamental, a essa altura do texto, diz respeito ao Ronaldo em questão. Trata-se do Fenômeno Ronaldo, brasileiro, autor de oito gols em apenas uma edição de mundial (2002), e considerado um dos maiores da história dessa indescritível modalidade.

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Não que o portuga não mereça tamanho culto. Autor de oito gols em mundiais – em cinco participações -, Cristiano Ronaldo tem números e recordes avassaladores – muitos deles superiores ao seu xará.

Poderíamos, aqui, ainda mencionar os nove gols marcados pelo ‘Gajo’, mas a arbitragem entregou o primeiro gol de Portugal a Bruno Fernandes, no fim, autor dos dois na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai.

Fica o registro, ainda, que na opinião deste antes de tudo apaixonado por futebol, que o tento deveria ter sido creditado a Cristiano Ronaldo. Além do sensível desvio em seu reluzente topete, há o movimento do jogador que tira completamente o reflexo do goleiro charrua Sergio Rochet.

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    Cristiano Ronaldo 'desvia' a bola que morre no fundo da rede do Uruguai - FIFA/Divulgação/ND
    Cristiano Ronaldo 'desvia' a bola que morre no fundo da rede do Uruguai - FIFA/Divulgação/ND
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    Cristiano Ronaldo comemorou o gol frente ao Uruguai; não foi dado a ele - FIFA/Divulgação/ND
    Cristiano Ronaldo comemorou o gol frente ao Uruguai; não foi dado a ele - FIFA/Divulgação/ND

No documentário disponibilizado na plataforma Netflix, denominado os Bastidores do Penta, Ronaldo – o nosso – traz suas lembranças da campanha que culminou com a 5ª estrela para o Brasil, em um momento de redenção do futebol brasileiro que se ‘reencontrou’ depois de passar uma virada de século turbulenta.

Responsável pelos gols na final, pela artilharia da competição e por toda a idolatria que lhe coube, uma menção do mais do que nunca ‘Fofômeno’ deu o verdadeiro sentido a toda comoção ao redor do evento:

(Atenção para o spoiler!) Não diz respeito a fama, o dinheiro e tudo que o futebol oportunizou, o que realmente o comove hoje em dia são as amizades ali construídas.

Ao aparecer no telão da partida entre Brasil e Suíça, vitória brasileira por 1 a 0, Ronaldo foi ovacionado por tudo que construiu em campo, que trouxeram a reboque o dinheiro e a fama.

É ressignificante saber do próprio ex-atleta que muito além do império que construiu em sua carreira, o que vale mesmo é quem estava ao seu lado (na mesma imagem).

Viva as amizades! Viva o futebol! Viva a Copa do Mundo!

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