Derrota do Brasil na Copa foi duro golpe na expectativa dos torcedores em Florianópolis

A vida segue, mas o torcedor brasileiro vai precisar de uns dias para entender o porquê a classificação para a semifinal escapou das mãos dos comandados de Tite

Nícolas Horácio Florianópolis

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Foi um duro golpe. A derrota da seleção brasileira para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo pegou de surpresa os torcedores brasileiros. Nesta quinta-feira (10), mais de mil pessoas reuniram-se no Pátio Milano, no Centro de Florianópolis, para assistir ao jogo que eliminou o Brasil do Mundial do Catar.

De Santarém (PA), Osvaldo viu a eliminação da seleção turistando em Florianópolis: “A vida segue” – Foto: Leo Munhoz/NDDe Santarém (PA), Osvaldo viu a eliminação da seleção turistando em Florianópolis: “A vida segue” – Foto: Leo Munhoz/ND

Embora o jogo estivesse tenso, a confiança era unânime. Os palpites variavam entre 2 a 0 ou 1 a 0 para o Brasil. Mas a derrota, como ocorreu, não era prevista. Ao menos não na estrutura com mais de 10 televisores do Pátio Milano.

O funcionário público Osvaldo Maciel, 50 anos, é torcedor do Flamengo e está acostumado, ultimamente, com títulos e vitórias. De Santarém (PA), Maciel chegou quinta-feira em Florianópolis e foi ver o jogo do Brasil com parentes.

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Único momento de euforia aconteceu após o gol de Neymar – Foto: Leo Munhoz/NDÚnico momento de euforia aconteceu após o gol de Neymar – Foto: Leo Munhoz/ND

“Faltou um pouco de sorte. Estava decidido. Infelizmente, perdemos a bola naquele último lance e foi fatal”, lamentou. “Eu já tava pensando onde ia comemorar o resto da noite. Mas vida que segue, perdeu, perdeu”, comentou Maciel. Ele espera que Dorival Júnior assuma o comando da seleção.

A assistente de promotoria Christiane Feltrin, 28 anos, era uma das poucas torcedoras com motivos para sorrir após a derrota brasileira. Ela ganhou uma camisa oficial da seleção num sorteio.

Christiane ficou triste com a eliminação e feliz com seu presente conquistado em sorteio – Foto: Leo Munhoz/NDChristiane ficou triste com a eliminação e feliz com seu presente conquistado em sorteio – Foto: Leo Munhoz/ND

“Ganhar a camiseta foi legal, mas infelizmente não foi dessa vez que o hexa veio. Faltou defesa e acertar os pênaltis, que era o mais importante”, disse Christiane.

Eleudemar Rodrigues, 50 anos, trabalha com serviço social e viu o jogo usando um presente do ex-jogador Kaká: uma camiseta que o jogador lhe deu de presente em um amistoso contra a Islândia, vencido pelo Brasil por 6×1 em 2002. “Neste jogo, o Kaká fez gol e, antes de entrar no jogo, ele me deu de presente de aniversário essa camiseta”, contou Leo.

Leo estava feliz antes da derrota traiçoeira do Brasil – Foto: Leo Munhoz/NDLeo estava feliz antes da derrota traiçoeira do Brasil – Foto: Leo Munhoz/ND

Manezinho, o assessor de investimentos José Henrique Destri, 32 anos, estava convicto em relação à vitória. Ele improvisou um lenço árabe utilizando uma fronha de travesseiro e a tiara da esposa. Para Destri, faltou jogar mais pra frente.

José improvisou o lenço árabe, mas sofreu com a derrota brasileira – Foto: Leo Munhoz/NDJosé improvisou o lenço árabe, mas sofreu com a derrota brasileira – Foto: Leo Munhoz/ND

Também manezinha, Adriana Pereira, 32 anos, é formada em direito. Ela estava confiante na seleção antes da derrota, mas, logo que acabou a partida, não teve jeito, fez como a maioria das pessoas: saiu do local e foi pra casa.

As amigas Grazyela, Valéria e Adriana – Foto: Leo Munhoz/NDAs amigas Grazyela, Valéria e Adriana – Foto: Leo Munhoz/ND

Quem também ficou chateado com a derrota brasileira foi o empresário Cristiano Ricci, 46 anos. Morador do Cidade Milano, Ricci é gaúcho e veio com 11 anos para Florianópolis. Ele viu o jogo com a esposa, Michelle, e a filha, Isabelli, de um ano e nove meses, além dos sogros e amigos do prédio.

Isa não vai lembrar da Copa de 2022. Ainda bem né? – Foto: Leo Munhoz/NDIsa não vai lembrar da Copa de 2022. Ainda bem né? – Foto: Leo Munhoz/ND

Isabelli dormiu no segundo tempo e não chegou a ver a tristeza dos brasileiros. Em 2026, ela estará com cinco anos e, certamente, vai saber como é emocionante torcer pelo Brasil, na alegria e na tristeza.