“Diego Maradona foi morto”, afirmou o advogado da enfermeira Dahiana Madrid, Rodolfo Baqué, nesta quarta-feira (16). O profissional garante que o ídolo da Argentina estava sendo tratado para um problema cardíaco, porém, ao mesmo tempo recebia medicamentos psiquiátricos que aceleravam seu batimento cardíaco.
Maradona, Argentina, – Foto: Reprodução/Figueirense/NDAinda segundo o advogado, Maradona sofreu uma queda e, quando a enfermeira pediu que fosse levado ao hospital para fazer uma tomografia, um amigo íntimo do ex-jogador descartou a possibilidade para evitar comentários da imprensa.
A enfermeira, que estava de plantão no dia da morte do astro, prestou depoimento nesta quarta-feira ao Ministério Público em San Isidro, nos arredores de Buenos Aires.
SeguirA profissional é uma das suspeitas do homicídio do craque. Além dela, outros seis membros da equipe médica que cuidava dele também são suspeitos.
Madrid, 36 anos, e o restante da equipe médica é investigada sob a acusação de “homicídio doloso”, crime com pena de 8 a 25 anos de prisão.
O MP entende que Maradona recebeu uma atenção “deficitária” por parte dos integrantes da equipe médica. O órgão diz que o paciente poderia morrer, mas os profissionais não teriam feito nada para evitar a morte.
Madrid era a enfermeira de Maradona durante o dia. O enfermeiro que cuidava dele à noite, Ricardo Almirón, foi o primeiro interrogado na segunda-feira (14) e revelou anomalias, ao garantir que nunca havia sido notificado que Maradona padecia de problemas cardíacos.