O RACISMO NO FUTEBOL
A nota publicada pela diretoria do Brusque no domingo(29) à noite sobre o episódio de racismo envolvendo um dos seus diretores e o jogador Celsinho no Londrina, conseguiu alcançar um objetivo nada interessante para uma instituição de futebol: a antipatia geral. A nota não nega o racismo pois cita o termo utilizado “cabelo de cachopa de abelha” e sugere que o atleta Celsinho inventou a história já que ele esteve envolvido nesse ano “em três episódios como este”. Ou seja, promete tomar providências contra o atleta, tirando o peso de ser a vítima da história, transformando-o (segundo a nota) em vilão. É uma nota infeliz, abjeta e repugnante. A reação foi tão negativa, que o atacante Edu, por exemplo, o artilheiro da Série B e o principal jogador da equipe catarinense se manifestou na sua rede social em solidariedade ao Celsinho e se posicionando contra o racismo. Outros clubes também se posicionaram nesse caminho, além de várias manifestações na cidade defenderam a ideia de que essa nota não representa o sentimento da maioria da torcida local. No quadro de esportes do Jornal SC NO AR desta segunda(30) comento sobre esta situação. Vejam o vídeo abaixo.
NOVA NOTA PEDE DESCULPAS
SeguirNa tentativa de tentar corrigir o equívoco desta nota infeliz e sem pé e nem cabeça, na tarde desta segunda(30), um outro comunicado oficial, dessa vez assinado pelo presidente Danilo Rezini, pede desculpas ao jogador Celsinho e ressalta que “o Brusque sempre foi e será contra qualquer tipo de discriminação” e finaliza com pedido de desculpas “cabendo a nós humildemente reconhecer o erro da nota anterior”.
Abaixo a íntegra da nota do Brusque desta segunda(30)