De volta a uma final de Campeonato Catarinense dez anos depois, o Criciúma, realmente, vive uma fase diferente em sua história. Para muitos o clube mais glorioso de Santa Catarina, o Tigre passou por uma montanha de situações até retornar a uma condição de protagonismo em seu Estado.
“O time de Santa Catarina”. Essa é uma das faixas penduradas no charmoso Heriberto Hülse, região central de Criciúma. Fruto de muita paixão, o futebol – ao menos no Brasil – é primo-irmão do sucesso.
Mais sucesso, evidentemente, mais público. O contrário também funciona na mesma sintonia.
SeguirDe volta a uma final dez anos depois, o Tigre já colhe frutos dessa curva ascendente, sobretudo, depois da desastrosa participação na Série C, há dois anos.
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O Carvoeiro, ainda mal das pernas, passeou em uma inédita Série B de Campeonato Catarinense até estar, de volta, ao lugar mais desejado do futebol de Santa Catarina.
É nessa toada que uma engrenagem, por trás do campo de futebol, também funciona. A loja do Criciúma, por exemplo, restando uma hora para o começo da partida final diante do Brusque, estava completamente lotada.
Para Aline Borges, gerente da loja do Criciúma há 12 anos, é o maior momento vivido pelo clube em todo esse tempo. “É maravilhoso fazer parte disso, a torcida está enlouquecida, estão vindo comprar a nova camiseta, é realmente emocionante fazer parte desse momento”, contou Aline que tem 34 anos.
Presente também em momentos ruins do clube, Aline compartilha como foi para ela cruzar toda essa década. Confira, no vídeo:
Torcedora do Criciúma fala sobre expectativa para nova final do clube após 10 anos – Vídeo: Diogo de Souza/ND
“Cheguei a vender quatro espetinhos”
Em formato cascata, o sucesso do campo passa pela torcida, que escorre no comércio ao redor do estádio Heriberto Hülse. Há 15 anos na frente do Majestoso, Katiuze Gonçalves, 35, dona de uma carroça de espetinhos, ela relembra, com bom humor, o período que englobou de tudo um pouco do Carvoeiro.
“Tenho previsão de vender uns 150 espetinhos hoje, mas cheguei a vender quatro ao longo de um jogo”, contou, sorrindo.
“Independentemente da época a gente tem que apoiar sempre o Criciúma, Vamos lá, Tigre!”, acrescentou a simpática vendedora. Confira mais no vídeo:
Criciúma bem também ajuda no aumento na venda de espetinhos do lado de fora do Heriberto Hülse – Vídeo: Diogo de Souza/ND
Família no estádio
As famílias também marcam presença no estádio Heriberto Hülse. O pai Bruno da Encarnação trouxe o pequeno Bernardo da Encarnação, de 6 anos, para ajudar o Tigre a buscar o título do Campeonato Catarinense. Esse, inclusive, caso confirmado no próximo sábado (8), será o primeiro título que o pequeno torcedor do Tigre vai assistir.
Karine, Bruno e o pequeno Bernardo marcam presença no Heriberto Hülse – Foto: Ian Sell/NDBruno e Karine Santiago, pais de Emanuel, não esconderam a emoção por voltar a ver a equipe em uma final de Estadual após longos 10 anos. “O Criciúma bem é bom não só para nós torcedores, como também para a cidade, para o pessoal do comércio local, os vendedores de lanches, além de trazer as crianças para perto do clube”, afirma o pai.
No palpite para o placar da partida, o casal não titubeou: 2 a 0 Tigre com gols de Fabinho e taça encaminhada para o Heriberto Hülse.
Final
Criciúma e Brusque jogam a final do Campeonato Catarinense em duas partidas sendo a primeira, em Criciúma, e a segunda, em Brusque.
O time do Vale do Itajaí, com melhor campanha, tem direito a decidir seu jogo ao lado do seu torcedor.