Juventude e experiência. Aos 37 anos, o novo técnico do JEC une as duas coisas e é justamente isso que Júlio César Nunes deve ter no elenco tricolor em 2023: uma espinha experiente e jogadores jovens, que entendam a responsabilidade, mas que estejam dispostos a vestir a camisa do Joinville no momento mais delicado da história.
Júlio César Nunes chega com contrato até o final do Campeonato Catarinense – Foto: Henrique Sudatti Porto/JEC/Divulgação/NDApresentado oficialmente na tarde desta segunda-feira (14), na Arena Joinville, Júlio César chega com contrato até o fim do Campeonato Catarinense e com um objetivo bem desenhado: recolocar o JEC na Série D. Para isso, o treinador precisa fazer um Estadual bem diferente do que o último, que assombrou o torcedor e quase colocou o time na segunda divisão do futebol catarinense.
Gaúcho, o novo comandante tricolor iniciou a carreira como treinador principal em 2014 e, neste ano, esteve à frente do Moto Club, na Série D do Campeonato Brasileiro, onde o JEC precisa e sonha em estar novamente.
SeguirAntes do time maranhense, o Júlio César passou por Esportivo, Gaúcho, Palmeirense, PRS, União Fredeiriquense, Glória, Hercílio Luz e União.
No JEC, a missão é difícil: boa campanha no Estadual e vaga na Série D, mas o novo treinador garante que dizer não para o desafio, não era uma opção. “É o maior desafio da minha carreira, mas não tem como dizer não para o Joinville. Era um desejo meu retornar a Santa Catarina. É um mercado que eu acho muito atrativo e o JEC é um dos grandes clubes do estado”, disse.
Ciente do desafio e dos insucessos recentes do clube, Júlio César reforçou o peso do Joinville. “Já estamos trabalhando diariamente para conquistar os objetivos do clube, e principal é colocar o Joinville novamente no cenário nacional. Sabemos que o Catarinense é um campeonato forte, equilibrado, mas também sabemos da nossa grandeza e do nosso potencial, acreditamos muito no trabalho, em um elenco forte que vamos montar dentro das limitações financeiras que o clube tem”, ressaltou.
Em processo de montagem de elenco, o JEC tem mais de 10 jogadores acertados com o clube e, segundo o treinador, o perfil é de quem tem “sangue nos olhos” e desejo de estar na equipe. De acordo com ele, o time terá uma “espinha dorsal” de jogadores experientes e atletas jovens que enxerguem o JEC como uma “oportunidade”.
“Essa é a receita, trazer jogadores que queiram vir para o JEC, jogadores que tenham personalidade, que aguentem a pressão, que saibam o peso dessa camisa. Vamos trabalhar a unidade, um vestiário forte e muita união. Quando você tem dificuldades, tem que se unir mais ainda com jogadores que queiram estar aqui”, falou.
Para Júlio César, o trabalho coletivo precisa ser o diferencial da equipe que, segundo o treinador, terá um modelo de jogo vertical e de intensidade, com atletas fortes. “Teremos uma equipe competitiva, que tenha imposição em campo, um biótipo de jogadores fortes e altos. Não sou contra o modelo de posse de bola e toque, mas o Júlio pensa o jogo mais vertical, objetivo. Teremos um campeonato que é mais um torneio, com poucos jogos. Cada jogo é uma final, os mesmos primeiros três pontos são os últimos e eles podem valer uma vaga de Série D. Se nós não pensarmos assim, vai fazer falta lá no final”, salientou.
A expectativa é de que o elenco seja apresentado e inicie os trabalhos no dia 1º de dezembro.
Além do treinador, chegam ao Tricolor o assistente técnico Vinicius Silva e o preparador físico Bruno Costa.