‘Economia’ dos finalistas da Copa: o que o Brasil compra e vende de França e Argentina?

Pesquisa aponta como é a relação comercial do Brasil com Argentina e França, os dois finalistas da Copa do Mundo de 2022

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Redação ND Florianópolis

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Com a eliminação frustrante do Brasil para a Croácia na Copa do Mundo, o torcedor está “evitando” o assunto futebol. Saindo “um pouco” desse meio, você sabe como o País se relaciona comercialmente com os dois finalistas do Mundial do Catar: Argentina e França?

Messi x Mbappé: grandes estrelas da final entre Argentina e França – Foto: Fifa.com/Reprodução/NDMessi x Mbappé: grandes estrelas da final entre Argentina e França – Foto: Fifa.com/Reprodução/ND

Os dados foram apontados por um estudo da Vixtra, fintech de comércio exterior, que mapeou os resultados dos últimos 20 anos.

Sendo o principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul as relações cresceram 308% nas últimas duas décadas. Atualmente, o comércio internacional entre os países alcança US$ 1 bilhão em importações e US$ 1,3 bilhão em exportações, movimentando aproximadamente US$ 29 bilhões anualmente.

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“As transações comerciais entre ambos os países cresceram bastante ao longo dos anos, mas os produtos comercializados não mudaram muito. Atualmente, o Brasil exporta produtos como acessórios automotivos, veículos de passageiro e minério de ferro para os argentinos e importa outros, tais quais, veículos de transporte, trigo e centeio”, explica Leonardo Baltieri, co-CEO da Vixtra.

Se a rivalidade entre os dois países ainda é forte nos campos de futebol, no comércio a realidade é outra. “Hoje a Argentina é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, e nós somos o maior parceiro deles. Então, as economias se complementam e estão cada vez mais fortes”, prossegue.

Relação Brasil | França

Já com a França, as relações comerciais do Brasil mais que dobraram. Em 2002, as importações e exportações entre ambos os países eram de US$ 146 e US$ 126 milhões, respectivamente.

Duas décadas depois, a primeira registrou US$ 413 e a segunda US$ 273 milhões. “Ainda é um valor pequeno se comparado a outros países, mas há espaço para crescimento, sobretudo com a abertura de mercado de ambos os países para outros produtos”, afirma Leonardo Baltieri.

Agronegócio enfrenta uma forte concorrência do mercado local francês – Foto: Ricardo Wollfenbuttel/Governo de SC/NDAgronegócio enfrenta uma forte concorrência do mercado local francês – Foto: Ricardo Wollfenbuttel/Governo de SC/ND

“É importante destacar que um dos setores que mais exportam no Brasil, o agronegócio, enfrenta uma forte concorrência do mercado local francês, o que ajuda a explicar o porquê de o comércio entre ambos ter crescido menos que o argentino”, prossegue.

Quanto aos produtos, os mais importados pelo Brasil são motores e máquinas, compostos químicos e acessórios automotivos, enquanto nós exportamos, principalmente, farelo de soja, minério de ferro e petróleo bruto para os franceses.