O técnico Elano Blumer avaliou como “triste” a derrota por 3 a 0 para o CSA, nesta terça-feira (6), em Maceió (AL), em jogo válido pela 14ª rodada da Série B.
O comandante alvinegro, em entrevista concedida após o jogo, lamentou o resultado, os desfalques e a logística complicada que tem sido registrada, não só para o Figueirense, mas para o futebol brasileiro como um todo.
Figueirense é goleado por 3 x 0 para o CSA; noite “triste” nas palavras do técnico Elano – Foto: Andrey de Oliveira/FFCElano, no entanto, refutou a ideia de “desculpa” pelo resultado no qual classificou como merecido.
Seguir“Foi uma noite triste, não combina com nossa luta, mas o CSA fez por merecer e também não dá pra ficar lamentando muito”, ponderou o comandante.
Sobre o jogo Elano lembrou o alto número de desfalques ocasionados a partir de lesões e diagnósticos positivos para a Covid-19. Mesmo assim, disse que a comissão técnica tentou “adaptar” os desfalques que, como o placar mostrou, foi em vão.
“Tentamos, de algumas formas, adaptar, organizar. Eu alertei sobre a força do contra-ataque do time deles, quando se erra com um time com um contra-ataque forte é isso que acontece”, apontou, lembrando o lance do pênalti sobre o meia Nadson, convertido por Paulo Sergio.
Espera pelos reforços
Elano negou que falte qualidade ao elenco alvinegro, mas reconheceu a necessidade de mais peças para que a equipe cumpra com seus objetivos na competição.
“A gente precisa de reforços, mas respeita e entende a situação que o clube está vivendo. Estamos trabalhando para melhorar”, resumiu.
Pedreira na próxima partida
Sem muito tempo a lamentar o comandante ainda lembrou que “entrar em um buraco”, ao referir-se a derrota no estádio Rei Pelé, “é muito pior”.
Rodrigo Pimpão [à esq] ao lado de Paulo Sérgio, que comemora seu gol de pênalti. Vitória tranquila do CSA sobre o Figueirense: 3 a 0. – Foto: Augusto Oliveira/CSA/divulgaçãoEnquanto o Figueirense tem um dos piores ataques da competição com nove gols marcados, o Índio Condá ostenta a quase intransponível defesa: são quatro gols sofridos em 12 jogos disputados.
“Temos que se reconstruir, 24h tem que deletar e voltar ao normal. Futebol não é simples, se afundar nisso aí é pior. A Chapecoense é um adversário duro e eu já vou pensar a equipe a partir de amanhã [esta quarta-feira]”, finalizou.