Em 2022, direção quer livrar Inter do título de mais indisciplinado do Brasileirão

Colorado foi quem mais levou cartões no Brasileirão. O campeão Atlético Mineiro está entre os três mais disciplinados. Meta do clube gaúcho é trazer jogadores menos suscetíveis a advertências

Renato Gava PORTO ALEGRE, RS

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Fazer muitas faltas é sinal que o time joga com vontade e que vai se dar bem na competição, certo? Errado. Seguindo padrões mundiais, o Campeonato Brasileiro mostrou que os times mais violentos e indisciplinados, normalmente, não se dão bem. Pior para o Inter, o recordista da competição em quantidade de cartões… ao lado Grêmio.

Cuesta foi um destaque na parte técnica, mas recebeu 11 cartões amarelos na competição – Foto: Ricardo Duarte/Inter/DIvulgaçãoCuesta foi um destaque na parte técnica, mas recebeu 11 cartões amarelos na competição – Foto: Ricardo Duarte/Inter/DIvulgação

Em suas 38 partidas na competição, a dupla gaúcha levou 111 cartões – média de quase três por jogo. Em um bizarro critério de desempate, o Internacional foi mais indisciplinado, pois teve nove expulsões, contra sete do arquirrival. Em termos de cartão amarelo, o Tricolor teve 104, contra 102 do Inter.

Nesse ranking, o terceiro colocado foi o Bahia, que, a exemplo do Grêmio, foi rebaixado para a Série B. A equipe nordestina somou 98 cartões (92 amarelos e seis vermelhos).

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As duas equipes mais disciplinadas foram premiadas com vaga na Libertadores: o América-MG, que levou 67 e teve apenas uma expulsão o campeonato todo, e o Corinthians, que apesar dos três cartões vermelhos, somou 63 no total. A terceira equipe que menos suspensões de jogadores sofreu foi o Atlético Mineiro, que sagrou-se campeão com rodadas de antecipação. Foram 81 amarelos e dois vermelhos para os atletas do Galo.

Os problemas com cartões, que acarretam suspensões, estão sendo avaliados pela direção colorada na hora de trazer reforços e, também, no momento de fazer renovações de contrato. Victor Cuesta e Dourado, respectivamente com 11 e 10 cartões, estão entre os mais “amarelados” da competição e, por isso, tiveram de desfalcar o Inter por três jogos cada um. O meia Patrick está entre os único cinco atletas do Brasileirão que foram expulsos duas vezes no campeonato.

Para o time de 2022, os dirigentes pretendem contar com jogadores capazes de marcar com firmeza, mas sem serem advertidos. Por isso, entre outras coisas, o trio está no grupo dos chamados “negociáveis” com outros clubes.

Cuesta, cujo contrato com o Inter vai até 30 de junho, interessa ao9 São Paulo. Pelas normas da Fifa, seis meses antes ele já pode assinar pré-contrato com outro clube. Até o final do ano, ele pretende se reunir com os dirigentes para tentar prorrogar o vínculo.

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