Uma nota divulgada pelo JEC na manhã desta quarta-feira (15), dia em que acontece a Assembleia de credores da recuperação judicial do clube, trouxe uma informação equivocada amplamente divulgada por parte da imprensa e nas redes sociais. No texto, o clube afirma que há uma dívida de cerca de R$ 800 mil com um “terreiro de mãe de santo”. No entanto, a informação não procede, ao menos não dessa maneira.
Assembleia de credores acontece nesta quarta-feira (15) em meio a polêmica após publicação de nota – Foto: Arquivo/JEC/Divulgação/NDO JEC de fato tem uma dívida de R$ 700 mil (a acrescentar juros) com uma empresária que, entre outros negócios, possui o registro do “Terreiro Reino dos Orixás”. Porém, o contrato fixado entre o clube e a empresária é oriundo de um empréstimo feito pelo JEC com a pessoa física. Ou seja, o Tricolor tem a dívida, mas com a empresária e não com um negócio específico entre os que ela possui. Além do terreiro, ela tem cadastradas metalúrgicas, por exemplo.
Contrato foi feito com a pessoa física da empresária e não com um de seus negócios – Foto: Reprodução/NDO clube erra e muito ao divulgar uma informação rasa em um dos dias mais importantes da história do time. A partir daí, ela foi reproduzida sem o cuidado de checar a origem da dívida, o que além de leviano jornalisticamente falando, incita o preconceito tão presente nas religiões de matrizes africanas.
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Registros de empresas em nome da empresária – Foto: Reprodução/NDOutro ponto importante que precisa ser mencionado neste dia 15 de fevereiro, é o movimento que vem sendo realizado nos bastidores. De acordo com informações de fontes ligadas ao processo de recuperação judicial, advogados de jogadores e outros credores do clube estão tentando colher votos contrários à aprovação para que o JEC sirva de “exemplo”.
A intenção é que a falência do clube sirva de alerta para outros times que tentam a negociação via judicial e deem andamento nos projetos de SAF (Sociedade Anônima do Futebol) enquanto esticam a dívida que possuem.
Consciente do movimento, o clube quer adiar a decisão do juiz sabendo que pode ter votos contrários suficientes para a rejeição do plano apresentado.