Oscilação. Talvez esse seja o principal termo para definir a situação do Criciúma na Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe não vence há quatro partidas, deixou o G-4 da competição e acendeu “a luz de alerta” no estádio Heriberto Hülse.
Tigre sofreu o empate da Tombense nos acréscimos na última rodada – Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C/NDO Tigre, que chegou a ser líder da Segundona, hoje ocupa “apenas” a sexta posição com os mesmo 35 pontos de Guarani (5º colocado) e Vila Nova (a primeira equipe dentro da zona de acesso à Série A).
O que acaba chamando a atenção é que Sport (38 pontos), Vitória (38 pontos) e Novorizontino (39 pontos) conseguiram abrir uma diferença razoável de pontos para a equipe catarinense.
SeguirA reportagem do Arena ND+ foi atrás dos números para tentar entender o motivo dessa queda de rendimento.
Dupla “de peso” ausente
Na opinião de Renato Semensati, comentarista do Grupo ND, essa piora de rendimento passa pelas ausências, especialmente, do meia Marquinhos Gabriel e do atacante Eder.
“A queda de rendimento do Criciúma passa especialmente por duas questões. A oscilação dentro do campeonato, que acontece com todas as equipes. A questão é saber o tamanho dessa oscilação”, opina Semensati.
Marquinhos Gabriel enfrenta sequência de lesões musculares – Foto: Celso da Luz/Criciúma EC/Divulgação/ND“Mas acredito que o principal fator seja a ausência de seus principais jogadores. Marquinhos Gabriel está no departamento médico, sofreu três lesões musculares seguidas e o Eder, com um problema nas costas, está fora há seis rodadas. Sem os dois, o Tigre é um time comum na Série B”, completa.
A situação do camisa 10 acaba sendo mais grave. Marquinhos Gabriel esteve em campo em apenas nove dos 20 jogos que a equipe catarinense fez até aqui na Série B.
Ainda assim, o impacto que ele teve em campo foi alto. Foram seis participações em gols nestas nove partidas, com dois gols e quatro assistências.
A prença de Eder em campo também vem sendo sinônimo de bons resultados para o Tigre. O jogador, no entanto, participou apenas de 10 jogos até aqui na competição e anotou três gols.
Com ele em campo, o Criciúma venceu sete vezes, empatou uma e perdeu apenas duas: 73% de aproveitamento. Nos outros 10 jogos sem o artilheiro, o Tigre venceu três, empatou quatro e perdeu outras quatro partidas: pouco mais de 43% de aproveitamento.
Eder ficou fora das seis últimas partidas – Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C/NDSe recuperando de dores lombares, o jogador é dúvida para a partida desta quarta-feira (2) contra a Ponte Preta pela 21ª rodada da competição.
“Ficamos muito felizes com essa possível volta do Eder. Espero que ele possa voltar bem e nos ajudar. É um cara que tem uma carreira extraordinária”, afirmou o atacante Fabinho em coletiva de imprensa nesta semana.
Queda de rendimento no Heriberto Hülse?
“Fortaleza” do Criciúma no início da Série B, onde o time venceu cinco dos seis primeiros jogos que fez, o estádio Heriberto Hülse, ainda que sempre lotado com a presença dos torcedores do Tigre, passou a ter um “impacto menor” nos resultados.
Nos últimos quatro jogos que fez em casa, a equipe catarinense venceu apenas o CRB, 2 a 1 no dia 27 de junho, há pouco mais de um mês.
Cena ‘normal’: mais de 12 mil torcedores no Heriberto Hülse – Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C/NDÚltimo jogos do Criciúma em casa:
- 22/7 – Criciúma 0x1 Novorizontino
- 13/7 – Criciúma 1×1 Guarani
- 27/6 – Criciúma 2×1 CRB
- 8/6 – Criciúma 0x1 Juventude