A ansiedade toma conta dos dois lados. Durante toda a semana, a torcida tricolor era só expectativa nas redes sociais. Unhas roídas, ansiedade misturada a nervosismo. Essa é a realidade da torcida do JEC que, certamente, acorda neste sábado (11) com o coração aos pulos. Há motivo para isso. O mata-mata da Série D finalmente chegou e, com ele, toda a tensão das decisões.
Primeiro confronto acontece no Estádio Moça Bonita, neste sábado (11) – Foto: Bangu/Divulgação/NDUma primeira fase sólida, equilibrada, invencível. Nada disso adianta se, agora, o time não continuar na mesma batida. O discurso e a postura continuam os mesmos: todo jogo é uma final. Mas, a partir de agora, as finais duram 180 minutos e o Tricolor anda na corda bamba. Não só quer, mas precisa do acesso.
Acontece que, do outro lado, há um time que também quer surpreender e avançar. Todos querem o acesso, mas só há quatro vagas no final, só uma nesta primeira final.
SeguirO JEC chega para o confronto com o status de segunda melhor defesa da competição. Foram apenas seis gols sofridos em 14 jogos, enquanto balançou a rede 17 vezes. Chega sem conhecer a derrota na Série D, com uma campanha de 66% de aproveitamento, com sete vitórias e sete empates.
JEC fez campanha regular e garantiu liderança na última rodada – Foto: Reprodução/CBFAvançou na liderança e fazendo desmoronar a invencibilidade de 22 jogos do Cascavel. Ou seja, chega para o mata-mata com muitos motivos para ter confiança. Um time equilibrado nas estatísticas e dentro de campo.
Já o Bangu tem a inconsistência como companheira desde que a bola rolou na estreia da Série D. Com 45% de aproveitamento, fechou a primeira fase com uma campanha de cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Além disso, o setor defensivo é pior do que o ofensivo. Em 14 rodadas, o time sofreu 16 gols a marcou 14, terminando com -2 de saldo.
E foi justamente o saldo de gols que colocou o time carioca na segunda fase. Com os mesmos 19 pontos da Inter de Limeira, o Bangu se classificou “raspando” porque o time paulista terminou com um gol a menos de saldo.
Campanha de altos e baixos fez Bangu se classificar na última rodada, pelo saldo de gols – Foto: Reprodução/CBFEnquanto o JEC garantiu a classificação com três rodadas de antecipação, o Bangu precisou esperar a rodada final terminar para comemorar. O que isso influencia a partir de agora? Nada.
Leandro Zago bem disse: agora a competição assume um novo caráter. A campanha até aqui foi fundamental para garantir a vantagem de decidir em casa. Os 14 jogos foram essenciais para que o técnico conseguisse imprimir o seu trabalho – e que trabalho! -, para que o elenco evoluísse, para que a torcida confiasse, para que o time acreditasse no seu potencial. Sim, foi importante para tudo isso.
Mas, nada disso importa se, ao final desses primeiros 180 minutos, o placar for favorável ao time carioca. O JEC mudou a imagem que tinha até o momento que a bola rolou nesta Série D. De time desacreditado a candidato real ao acesso.
O duelo contra o Bangu é mais um. Mais um entre todas as pequenas batalhas que constroem a guerra que é a quarta divisão e, se há uma coisa que o torcedor pode esperar no primeiro mata-mata é: intensidade e muita luta. Dos dois lados. Quem for eliminado, fica sem calendário no segundo semestre de 2022.
Vale a vida.