“Era uma quadrilha”, diz Rogério Micale sobre Elephant, antiga gestora do Figueirense

A gestora firmou contrato em 2017, sob sua administração o clube teve atrasos no pagamento de salários

Estadão Conteúdo Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

O técnico Rogério Micale fez duras críticas à antiga gestora do Figueirense, a Elephant. A empresa ganhou as manchetes durante a Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o clube deu W.O. em uma partida contra o Cuiabá. Além disso, o alvinegro ficou meses sem pagar salários a funcionários, atletas e comissão técnica.

Rogério Micale, a frente do Figueirense. Passagem esquecível do técnico – Foto: FFC/divulgaçãoRogério Micale, a frente do Figueirense. Passagem esquecível do técnico – Foto: FFC/divulgação

“Eu vejo que ainda não trabalhei numa equipe profissional, eu ainda não consegui. A equipe que mais me deu satisfação, por incrível que pareça, de trabalhar foi o Paraná Clube porque o Figueirense eu não conto”, falou Rogério Micale, atual técnico do time sub-20 do Cruzeiro, à rádio 98FM, de Belo Horizonte.

“Porque o Figueirense, essa crise aí, eu tenho um carinho, um amor, devo muito ao Figueirense assim como ao Atlético Mineiro, mas o Figueirense estava com uma quadrilha lá, a verdade era essa, não tenho como falar diferente. São pessoas que pegaram o clube naquele momento e estavam usufruindo. Não pagaram ninguém, funcionários passando necessidade”, completou.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Leia também:

Micale passou pelo Figueirense aproximadamente um ano antes da crise financeira enfrentada pelo clube de Florianópolis. Na ocasião, já havia atraso no salário, dentre outras situações.

“A greve era para ter na minha época. Eu, em função do que eu tenho com os amigos, o Jorge Henrique foi do Corinthians, o André Santos, e eu disse: ‘Não vamos fazer isso aqui não cara, não vamos fazer, não vamos deixar o clube cair’. Chega no final do ano nós entregamos, saímos todo mundo, mas não vamos fazer isso. Não pagou ninguém e viviam assim”, finalizou.

O caso

Passando por dificuldades financeiras, o Figueirense firmou contrato com a Elephant em agosto de 2017. O vínculo teria duração de 20 anos e a empresa passou a ser responsável pelo departamento de futebol do clube. No acordo, a Elephant se prometeu a pagar as dívidas do clube, além da conquista de títulos importantes e participações em torneios internacionais.

Nada disso, porém, aconteceu e o Figueirense caminhava a passos largos rumo à Série C do Brasileiro. Mas o clube conseguiu se safar após a quebra de contrato com a gestora. Por conta de atrasos salariais, jogadores entraram em greve e o clube chegou a perder por W.O. para o Cuiabá, no dia 20 de agosto, pela 17.ª rodada da Série B.

Tópicos relacionados