Ex-goleiro do Figueirense ganha ação após ser ‘constrangido’ por emissora de TV

Episódio envolvendo o goleiro, que passou pelo Figueirense anos depois, foi em 2019, quando foi premiado com troféu 'craque do jogo'

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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O goleiro Sidão, que foi vice-campeão do Catarinense Série B em 2022, e passou pelo Figueirense em 2020, venceu uma ação frente a emissora detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

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    Sidão tem tido boas atuações com a camisa do Figueirense - Patrick Floriani/FFC
    Sidão tem tido boas atuações com a camisa do Figueirense - Patrick Floriani/FFC
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    Goleiro defendeu o Vasco em 2019 - Reprodução/Twitter/ND
    Goleiro defendeu o Vasco em 2019 - Reprodução/Twitter/ND
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    Goleiro Sidão pegou um pênalti na partida de ida - CAC/Clube Atlético Catarinense/Divulgação/ND
    Goleiro Sidão pegou um pênalti na partida de ida - CAC/Clube Atlético Catarinense/Divulgação/ND

O arqueiro que tem 39 anos e vai completar 40 ainda nesta temporada, acionou a emissora após, em 2019, receber um troféu denominado “Craque do Jogo”, que contava com a participação do público, via internet.

O detalhe é que o time defendido por Sidão, na época, perdeu por 3 a 0 em uma falha do próprio goleiro. Seguindo o protocolo do quadro, a emissora responsável fez, ao vivo, a entrega do troféu ao atleta, em situação visivelmente constrangedora.

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Segundo o portal Lance!, o juiz do caso Antonio Conehero Junior, entendeu que a emissora poderia apenas ter mostrado o resultado da enquete aos internautas e telespectadores, e assim, deixar Sidão “de fora da conversa”. Era uma forma de prevenir o constrangimento, segundo a sentença.

“Evidente que entregar o troféu ultrapassaria o limite da mais ácida crítica ao desempenho profissional do autor. Nada impedia a ré de anunciar o resultado da enquete com os torcedores. Estaria cumprindo seu dever de informar. Mas a ré foi além, e fez a entrega do troféu, incorrendo em evidente exercício abusivo de direito, sendo despropositado sustentar que o autor que estava trabalhando, e não se divertindo com amigos em partida de futebol deveria receber o fato com bom humor”, descreve um trecho da sentença.

Ainda de acordo com o portal, o pedido do atleta era de R$ 1 milhão, mas o juiz entendeu a situação e estipulou o valor de R$ 30 mil.

“Não poderá ser fonte de enriquecimento injustificado da vítima (Sidão), nem haverá de ser inexpressivo, incapaz de atingir sua finalidade que é a de retribuir o mal causado”, argumentou o magistrado.

“Desrespeito público”

Em contato com a reportagem do Arena ND+, há cerca de dois meses, Sidão falou sobre o momento da carreira que veio a ser consolidado com o acesso à primeira divisão de SC, em 2022.

O episódio de 2019 foi colocado na pauta onde o atleta admitiu o “desrespeito público”, mas entendeu o tema como parte do passado da história do atleta.

Confira o que Sidão falou, na ocasião, ao ser questionado sobre o tema:

“Eu já passei por tantas coisas mais sérias em minha vida que aquilo, apesar de ter me atrapalhado profissionalmente pelo desrespeito público a um atleta, procuro não considerar isso como um ponto marcante da minha carreira. Lutei desde cedo pra alcançar meus objetivos e tive a honra de viver grandes momentos em minha trajetória no futebol. Mas isso também já passou e procuro focar no meu presente, trabalhando forte pra que eu ainda possa viver outras experiências nessa caminhada”.

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