Ex-jogador, Betão se revolta com manipulação de resultados no futebol: ‘repugnante’

Atual coordenador das categorias de base do Avaí, Betão se pronunciou sobre os desdobramentos da operação Penalidade Máxima

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Redação ND Florianópolis

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Ex-jogador do Avaí e atualmente coordenador técnico das categorias de base do clube, Betão se pronunciou nas redes sociais sobre a operação Penalidade Máxima, que investiga a manipulação de resultados no futebol brasileiro.

Betão é coordenador das categorias de base do Avaí Betão é coordenador das categorias de base do Avaí – Foto: Fabiano Rateke/Avaí F.C/ND

O ex-atleta se mostrou bastante revoltado com a situação, chamando o envolvimento seja de atletas ou aliciadores de ato “repugnante”.

“Bom, não paro de pensar um minuto sobre tudo isso que está acontecendo. A impressão que dá, é que passei alguns anos da minha vida vivendo em um mundo de ‘fantasia’. É repugnante, causa vergonha alheia desses que se dizem profissionais do futebol e praticam tais atos”, escreveu.

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Betão foi jogador profissional de futebol durante 21 anos. Ele iniciou a carreira no Corinthians, passou por Santos, futebol ucraniano e francês até retornar ao Brasil para jogar pelo Avaí em 2016, onde se tornou o zagueiro com mais jogos na história do clube.

“Tudo isso me leva a uma reflexão: vivi 21 anos da minha vida no futebol e não tenho uma mancha moral na minha carreira, nenhuma desavença com treinadores, atletas, clubes ou torcidas. Infelizmente, diante de tudo o que vem acontecendo, falo isso como se fosse um troféu”, afirma.

Para finalizar, o ex-jogador pediu justiça e que todos os envolvidos sejam punidos.

“Que todos, sem excessão, pagem pelos seus atos, dos atletas aos aliciadores. Momento muito triste para o futebol”, finalizou.

Operação Penalidade Máxima

O zagueiro Raphael Rodrigues, do Avaí, teve o contrato suspenso preventivamente e foi afastado das atividades do clube após ter o nome citado em uma planilha de apostadores presente na investigação do MP-GO (Ministério Público de Goiás), sobre a operação Penalidade Máxima II, que investiga a manipulação de resultados no futebol.

A suspeita da investigação é que os jogadores citados na investigação teriam recebido dinheiro para levarem cartões amarelos de propósito em jogos do Brasileirão de 2022.

Raphael Rodrigues durante treino do Avaí – Foto: Leandro Boeira/Avaí F.C/NDRaphael Rodrigues durante treino do Avaí – Foto: Leandro Boeira/Avaí F.C/ND

Dois jogadores que defenderam o Leão da Ilha em 2022 também foram citados na investigação do MP-GO: o zagueiro Rafael Vaz (atualmente no São Bernardo-SP) e o atacante Nathan Palafoz (atualmente no FK Riteriai, da Lituânia).

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