Após os jogos da dupla Avaí e Figueirense, tenho como hábito trocar ideias com os torcedores dessas duas equipes. Seja por telefone, mídias sociais ou mesmo naquele contato direto com a balconista da padaria ou o atendente da loja de material de construção do meu bairro.
Derrota diante do Vitória em Salvador pode comprometer o acesso do Figueirense – Foto: John Leo/FFCÉ a melhor forma de entender o quanto o bom ou o mau resultado dos times da Capital tem influência na vida diária dessas pessoas; ou a capacidade de regular o humor dessa gente. Afinal, o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes da vida. E como o torcedor em geral, é inteligente e sabe o que está falando, fico de ouvidos bem abertos para escutá-los.
Duas frases me chamaram a atenção no dia de hoje:
Seguir“O que mais impressionou na derrota do Figueirense para a Vitória, nem foi o resultado, mas o semblante dos jogadores que pareciam não estar nem aí para a importância do jogo. Eles não tinham sangue nos olhos”.
Duro, direto e certeiro. Nem pareciam mesmo que estavam disputando uma decisão de um Campeonato Brasileiro da Série C.
Na defesa, a marcação “contemplativa” permitiu o gol do Vitória. No meio, erros de passes primários. Nas laterais, duas avenidas. E no ataque, Tito e Gustavo Henrique se encarregaram de perder seus gols dentro da pequena área. John Cley e Robinho, que entraram no fim, nem suaram as camisas, mas tiveram tempo de levar seus cartões amarelos. Ah, a outra frase, foi a moça da padaria que fuzilou:
“Esses jogadores não merecem a torcida que tem”.