Não caiu nada bem, até o momento, a nova determinação do Governo de Santa Catarina que veta a presença de público nos estádios de futebol e praças esportivas, pelo menos, por mais um mês.
Federação Catarinense de Futebol, organizadora do Campeonato Catarinense; entidade se diz “revoltada” com o novo decreto do governo de Santa Catarina – Foto: FCF/divulgaçãoO governo catarinense, por meio do DOE (Diário Oficial do Estado), publicou um novo decreto que estende a validação do anterior, com o veto da presença de espectadores, pelo menos, até o próximo dia 30 de setembro.
Dessa forma, o decreto nº 1.449 alterou o decreto nº 1.371, de 14 de julho de 2021, que segue em vigor em Santa Catarina. A reportagem do ND+, em contato com o superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Eduardo Macário, elencou três fatores para esse retorno.
SeguirFCF manifesta “revolta” com o decreto
Em nota oficial publicada na tarde desta quarta-feira (1º), a entidade máxima do futebol profissional em Santa Catarina, FCF (Federação Catarinense de Futebol) manifestou indignação com a nova determinação.
Topo do site da FCF (Federação Catarinense de Futebol) estampa a campanha que a entidade tem levantado – Foto: FCF/divulgaçãoAlém de citar “graves problemas financeiros” a entidade revela que os dirigentes “sequer são ouvidos” pela alta cúpula do governo.
Sob uma campanha denominada “Futebol não é vilão”, o comunicado oficial ainda cita a relação nacional em que os protocolos sanitários de Santa Catarina foram elevados.
“Mesmo diante dos rígidos protocolos produzidos por suas áreas médicas, algumas com vitoriosos trabalhos em nível nacional, o futebol catarinense está cada dia mais rejeitado pelos órgãos competentes”.
O comunicado oficial ainda sai em defesa dos clubes que têm feito contorcionismo para driblar os prejuízos financeiros e, mesmo assim, representar o Estado em competições nacionais.
Por fim a nota ainda finaliza reiterando a própria campanha que o site da entidade espanta, falando em “futebol não é vilão”:
“As autoridades estaduais cada dia mais dispostas a imputar ao esporte uma culpa que não lhe pertence, teimam em transformar o futebol no vilão da pandemia. O futebol, uma prática esportiva absolutamente privada, não pode ser considerado o vilão desse comportamento público”.
Confira a nota completa da entidade
O Decreto 1.449, publicado pelo Governo do Estado prorrogando a proibição de público nas competições esportivas, gerou um clima de revolta junto aos dirigentes do futebol catarinense.
Conscientes da situação criada pela pandemia do Covid-19 e da necessidade de medidas preventivas para a interrupção do seu alastramento, os dirigentes estão estarrecidos pela forma como a Secretaria de Estado da Saúde está tratando um dos mais importantes segmentos da economia e do entretenimento catarinense.
O futebol, que oferece a possibilidade da presença gradativa de público em seus jogos praticados em áreas livres, de ampla circulação, com generosas áreas para o espaçamento necessário e seguro entre seus assistentes e sempre disposto a cumprir as regras indispensáveis à defesa da saúde pública, se revolta com a perseguição que lhe está sendo imposta pelas autoridades estaduais.
Mesmo diante dos rígidos protocolos produzidos por suas áreas médicas, algumas com vitoriosos trabalhos em nível nacional, o futebol catarinense está cada dia mais rejeitado pelos órgãos competentes.
Nossos dirigentes sequer conseguem ser recebidos e ouvidos pelas autoridades da área da saúde pública que ousam, descaradamente, abrir as portas para eventos com perigosas e incontroláveis concentrações de público, mesmo em ambientes fechados como parques temáticos, mas se negam a discutir e avaliar as seguras condições sanitárias oferecidas pelo futebol.
Nossos clubes que continuam enfrentando extremas dificuldades financeiras para sustentar suas representações em nível nacional nas séries A, B, C e D do campeonato brasileiro e os que, com igual sacrifício, estão participando das competições estaduais, esgotaram seu nível de paciência. As autoridades estaduais cada dia mais dispostas a imputar ao esporte uma culpa que não lhe pertence, teimam em transformar o futebol no vilão da pandemia.
O futebol, uma prática esportiva absolutamente privada, não pode ser considerado o vilão desse comportamento público.