Fifa cancela mundiais de futebol Sub-17 e Sub-20 em 2021

O motivo é a instabilidade da pandemia da Covid-19; entidade também confirmou os países sedes da edição para 2023

Agência Brasil Brasília

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A Fifa (Federação Internacional de Futebol) anunciou nesta quinta-feira (24) o cancelamento dos mundiais de futebol Sub-17 e Sub-20 masculinos do ano que vem, devido a pandemia da Covid-19.

Os campeonatos seriam realizados no Peru e na Indonésia, respectivamente. A entidade confirmou os dois países como sedes da edição em 2023.

A edição 2021 dos mundiais Sub-17 e Sub-20 foi adiada devido a pandemia da Covid-19 – Foto: Lucas Figueiredo/CBF/NDA edição 2021 dos mundiais Sub-17 e Sub-20 foi adiada devido a pandemia da Covid-19 – Foto: Lucas Figueiredo/CBF/ND

“A pandemia da Covid-19 segue desafiando a realização de eventos esportivos e tem um efeito restritivo em viagens internacionais. A Fifa consultou regularmente as partes interessadas, incluindo as associações-membro e as confederações (América do Sul e Ásia) envolvidas nos dois torneios. Ficou claro que a situação global não se normalizou o suficiente para a realização das competições e a viabilidade do processo de qualificação”, explica a nota divulgada pela Fifa.

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Em novembro, a entidade máxima do futebol cancelou os Mundiais Sub-17 e Sub-20 femininos, inicialmente marcados para Índia e Costa Rica, também em 2021. Assim como no masculino, os dois países receberão a próxima edição das competições, mas em 2022. Para 2023, está agendada a Copa do Mundo feminina, que será sediada em conjunto por Austrália e Nova Zelândia.

Na última quarta-feira (23), a Confederação Sul-Americana da modalidade já havia anunciado o cancelamento dos torneios continentais de base masculinos do próximo ano – ambos seriam na Colômbia. A princípio, os Sul-Americanos Sub-17 e Sub-20 femininos (interrompido antes da segunda fase) estão mantidos para o mês janeiro, no Uruguai e na Argentina.

Copa Feminina

Ainda nesta quinta-feira (24), a Fifa divulgou como será o processo de classificação da Copa do Mundo Feminina de 2023. Segundo a entidade, são 29 vagas diretas divididas pelas seis confederações: Ásia (seis vagas, sendo uma da anfitriã Austrália – que apesar de não ser uma nação asiática, compete pelo continente), África (quatro), América do Norte e Central (quatro), América do Sul (três), Oceania (uma, que é da Nova Zelândia, também como país-sede) e Europa (11).

As outras três vagas serão definidas por meio de uma repescagem mundial que reunirá dez seleções, sendo duas asiáticas, duas africanas, duas da América do Norte e Central, duas sul-americanas, uma da Oceania e uma europeia. Os confrontos serão disputados nos países-sede da Copa e funcionarão como eventos-teste para a competição.

É a primeira vez que o Mundial feminino terá 32 seleções. Em 2019, na França, foram 24 equipes. O Brasil disputará a vaga na Copa América de 2022, que ainda não tem sede definida. Com sete títulos em oito edições, a seleção brasileira é a atual tricampeã sul-americana. A última conquista foi em 2018, no Chile.

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