Muito pouco. É o que o Figueirense tem a celebrar nesse 2020 que está prestes a terminar, sobretudo, no calendário. Com a Série B em disputa, em apenas um reflexo da pandemia do novo coronavírus, o pior do Furacão não foi o que passou, mas sim, o que ainda não terminou.
Guilherme Teixeira sai para comemorar o primeiro gol do Furacão; Figueirense vem de vitória sobre o rival, mas a temporada 2020 não reúne muito o que comemorar – Foto: Patrick Floriani/FFCA conversa no estádio Orlando Scarpelli, desde a heroica fuga do rebaixamento em 2019, era de reconstrução. Sem dinheiro e com a necessidade de arcar com mais um ano deficitário no futebol, o Furacão do Estreito adentrou a temporada focado em pagar em dia.
Para isso entendeu que teria que encontrar um time barato e aguerrido para poder fazer campanhas dignas ao longo da temporada.
SeguirAinda que essa condição tenha sido alcançada, sobretudo na Copa do Brasil, onde o time caiu para o Fluminense, o sentimento é de muito pouco para a história do clube.
Pior: existe a preocupação pela rotina que a luta contra a queda passou a acontecer no estádio Orlando Scarpelli: nos últimos cinco anos o Figueirense lutou para não cair nos cinco sendo que em um, em 2016, caiu da Série A para Série B.
Três técnicos e um pesadelo que não acabou
Alguns sinais do futebol brasileiros são clarividentes, sobretudo, no que diz respeito ao mal desempenho: a troca constante de técnicos, é um deles.
Técnico Elano Blumer, do Figueirense; chegou ao clube com a expectativa do acesso e saiu com três vitórias em 17 jogos – Foto: Patrick Floriani/FFCNo Figueirense, por exemplo, foram três profissionais a frente do clube: Márcio Coelho, com pouco mais de 54% de aproveitamento; Elano Blumer em uma campanha pífia na Série B, com 29,8% de aproveitamento e o atual técnico Jorginho, com 53,3% de aproveitamento.
Jorginho, inclusive, é o que mais “inspira” o torcedor já que consegue aliar o resultado e um futebol que, por ora, dá a esperança do clube de sair do atoleiro.
Atualmente o Figueirense é 16º colocado com 35 pontos, mesmo número do Náutico, primeiro time dentro do Z4. Restando sete partidas a serem disputadas para ambos, por exemplo, a estimativa é que sejam necessários, pelo menos, mais 10 pontos para a fuga matemática.
De acordo com o Departamento de Matemática da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o Figueirense reúne 36,5% de chance de queda à Série C.
O Figueirense ainda joga nessa rodada que começou na terça-feira e vai terminar só no outro ano, mais precisamente na segunda-feira, dia 4. O Furacão encara o Oeste, em Itápolis, no sábado, a partir das 18h45.
Mais um ano sem conquistas
O Figueirense fez um catarinense regular onde se classificou na 4ª posição. O detalhe é que, em meio a eclosão da pandemia, o Furacão do Estreito foi humilhado pelo Juventus de Jaraguá do Sul, comandado por Jorginho, depois de vencer o time do Norte por 2 a 1.
Jorginho acompanha treino do Furacão – Foto: Patrick Floriani/FFCO Figueirense, com a vantagem e dentro da sua casa – já sem torcida – foi atropelado por 4 a 1, em um resultado histórico.
Na Copa do Brasil o time avançou bem ao passar por Grêmio Novorizontino e Vitória-ES nas duas primeiras fases. O Figueirense ainda bateu o Fluminense, por 1 a 0, no último jogo do estádio Orlando Scarpelli com a presença do torcedor.
Na volta, no entanto, foi facilmente engolido pelo Tricolor das Laranjeiras em uma bela atuação do meia e veterano Nenê, autor dos três gols da vitória por 3 a 0.
Números do Figueirense em 2020
Foram 44 jogos, com 15 vitórias, 14 empates e 15 derrotas. O aproveitamento total é de 44,6%.
O artilheiro do Figueirense no ano: Diego Gonçalves, com 8 gols marcados.