O Figueirense coroou seu melhor momento na temporada com a vitória sobre o Avaí, no último sábado, pelo placar de 2 a 0. Mais que os três pontos e a fuga – momentânea – do Z4, o triunfo sobre o maior rival dá um respaldo ao clube na luta contra o fantasma do rebaixamento.
Fator Jorginho: o grande “craque” desse Figueirense que dá sinais de forte recuperação – Foto: Patrick Floriani/FFCNo futebol – assim como na vida – a condicional “se” não entra em campo. Até pode servir para embasar teses mas a partir da conjectura de hipóteses tudo vira um imenso nada.
O fato é que o Figueirense, desde a estreia de Jorginho, é outro clube. Além de deixar o discurso pessimista para trás, o Furacão tem mostrado, com resultados e atuações, a plena condição da fuga do rebaixamento.
SeguirOs números, inclusive, evidenciam essa condição. Com dez jogos completados a frente do Furacão, no último sábado, o técnico Jorginho chegou à quarta vitória e já superou seu antecessor, Elano Blumer, que ao longo de 17 jogos só venceu três.
Mais que isso, melhorou o desempenho do ataque e da defesa e voltou a dar esperança ao seu torcedor.
Técnico Elano Blumer, do Figueirense – Foto: Patrick Floriani/FFCA reportagem do nd+ comparou os primeiros dez jogos de Jorginho com os primeiros dez jogos de Elano e a diferença explica a reação do representante de Florianópolis da região continental.
Elano pelo Figueirense nos primeiros 10 jogos
- 2 vitórias (América-MG; Oeste)
- 4 empates (Confiança; Cuiabá; Guarani e Chape)
- 4 derrotas (Náutico, Paraná, Avaí e CSA)
- Anotou 7 gols e sofreu 9 = aproveitamento: 33,3%.
- Números totais de Elano no Figueirense: 17 jogos, 3 vitórias, 6 empates e 8 derrotas.
Jorginho pelo Figueirense nos primeiros 10 jogos
- 4 vitórias (Náutico, Paraná, Cuiabá e Avaí)
- 4 empates (Botafogo, Cruzeiro, Confiança e Guarani)
- 2 derrotas (Sampaio Corrêa e América)
- Fez 10 gols e sofreu outros 7; com aproveitamento de 53%.
Começo de Márcio Coelho foi ainda melhor
Em seu terceiro profissional na temporada, o Figueirense começou o ano com Márcio Coelho, cria da casa e que teve um início bem promissor.
Apesar da dificuldade em questão, no estadual, ser infinitamente menor que a atual Série B, é bem verdade que o Furacão teve um início seguro de temporada.
Márcio Coelho, técnico do Figueirense; bom restrospecto contrastado com derrotas contundentes no estadual e na Copa do Brasil – Foto: Alexandre Brum/Estadão Conteúdo/Divulgação/NDApesar da instabilidade no Catarinense, carimbou sua classificação e chegou à 3ª fase da Copa do Brasil onde, inclusive, venceu o Fluminense na primeira partida.
A pandemia do coronavírus que assolou o planeta e tornou a vida de cada um dos habitantes de cabeça para baixo, não seria diferente, alterou alguns rumos no bairro do Estreito e, após eliminações contundentes para o Juventus – do então futuro técnico Jorginho – na Copa do Brasil e o começo tímido na Série B resultaram na saída de Gugu.
Como não há, entre os repórteres e editores do grupo a especialidade ou até mesmo a capacidade de praticar a futurologia ou até mesmo o que passou, seguimos sem saber – e sem querer responder – se a chegada de Jorginho foi tardia ou não.
Márcio Coelho nos primeiros dez jogos
- 5 vitórias (Tubarão, JEC, Concórdia, Novorizontino-SP e Vitória-ES)
- 3 empates (Juventus, Chapecoense, Criciúma)
- 2 derrotas (Avaí e Marcílio Dias)
- Foram 10 gols marcados e 6 gols sofridos: aproveitamento de 60%
- Passagem total de Márcio Coelho pelo Figueirense: 17 jogos, 8 vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Aproveitamento: 54%.