Figueirense humilha o Avaí no Scarpelli – Foto: Léo Piva/NDFIGUEIRENSE VENCEU COM O SENTIMENTO DO CLÁSSICO
Clássico não se joga. Clássico se ganha. Enquanto o Figueirense entrou com disposição no gramado para vencer o jogo na tarde de sábado no estádio Orlando Scarpelli, o time do Avaí entrou em campo desligado. Quando o time da Ressacada acordou, o placar estava dois a zero para o time alvinegro para alegria da torcida nas arquibancadas. No primeiro gol do Figueirense, Alemão deixou o Oberdan sozinho. No segundo gol, o goleiro Douglas falhou. Nem o gol marcado pelo atacante Muriqui no final da primeira etapa deu forças de reação para o Leão da Ilha, até porque falta qualidade para a sequência das jogadas. No segundo tempo, o Avaí foi para cima, não tinha outro jeito. Com isso se expôs e em mais uma falha da defesa, agora do lado direito (na verdade uma avenida Matheus Ribeiro e Alemão), Cortez chutou para a própria rede. O quarto gol foi apenas o carimbo de quem entendeu o clássico de um lado e de quem não entendeu do outro. Daí em diante, com várias alterações o Figueirense tocou a bola fazendo o tempo passar e o time do Avaí atônito tentava, no desespero, dar alguma resposta. Ganhou o time que entrou em campo com o espírito do clássico. Merecido.
NÓ TÁTICO
SeguirO treinador Eduardo Barroca não entendeu o clássico. Levou um “nó tático” do treinador do Júnior Rocha, do Figueirense. Não pensou numa marcação mais consistente no Oberdan que desmarcado marcou o seu terceiro gol em clássico apenas nessa temporada. Suas alterações não surtiram efeito, pelo contrário, a cada mexida o time da casa melhorou. Sem contar que o seu time foi inferior também no aspecto emocional – fundamental em um clássico – e o preparo físico. Enquanto o time da Ressacada se arrastou em campo, os jogadores do Figueirense sobraram em campo.
OBJETIVOS DIFERENTES
O clássico do último sábado foi o divisor de objetivos para o Figueirense e para o Avaí. Na última rodada, o Alvinegro briga para garantir a sua classificação na próxima fase. Já o Leão, a briga é contra o rebaixamento e no desespero na última rodada. O placar do clássico é o retrato real dos que as duas equipes estão fazendo nesta temporada. De um lado um time da Série C do brasileiro, superando suas deficiências com disposição e técnica. Do outro, um time da série A, pagando pelos erros de montagem.