O Figueirense não resistiu ao Náutico e perdeu a primeira sob o comando do técnico Paulo Baier, nesta Série C. Em duelo realizado na tarde deste sábado (15), no Recife (PE), o Furacão do Estreito manteve a escrita de não vencer na região Nordeste do futebol brasileiro.
Náutico se impôs e venceu o Figueirense – Foto: CNC/Náutico/Divulgação/NDPré-jogo
O Figueirense chegou ao Nordeste brasileiro ciente das suas obrigações e das suas dificuldades não só na competição, como na região Nordeste do Brasil.
Com dois pontos somados em dois jogos em Florianópolis, o time de Paulo Baier saiu da capital catarinense ciente de que precisaria da sua capacidade de reinvenção.
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Náutico e Figueirense, pela Série C do Campeonato Brasileiro – Foto: FFC/Divulgação/NDBola rolando
Com a bola rolando, no entanto, o que se viu foi mais do mesmo. Pior que isso, o Figueirense que sob o comando de Paulo Baier tinha dado alguns sinais de reação, “esqueceu” tudo ao entrar no histórico gramado dos Aflitos.
O resultado disso foi a imposição do time da casa que, sob o comando do experiente Victor Ferraz, comandou todas as ações e os ataques do Timbu.
Foi ele que abriu o placar. Jogada pela esquerda onde a bola foi alçada e Ferraz, como elemento surpresa na marca do pênalti, testou firme sem chance para o goleiro Wilson. Festa nos Aflitos.
Segundo gol em instantes
Não demorou dez minutos para que o Náutico aumentasse o placar: diante de um apático Figueirense, Jean Mangabeira aproveitou uma rápida tabela pelo meio para finalizar, com força, para o fundo do gol defendido por Wilson.
Um 2 a 0 sem chance e merecido para o Náutico que, com o resultado, já fora pulando para a 4ª posição na tabela.
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— Náutico (@nauticope) July 15, 2023
Segundo tempo
A segunda etapa trouxe um Figueirense, no mínimo, mais ligado. Paulo Baier mandou Cesinha, Gustavo França e Bruno General, todos no banco, a campo.
A mudança rapidamente surtiu efeito: jogada pela direita onde Bruno General parou no goleiro Vágner, que espalmou para frente, onde estava Gustavo França que conseguiu mandar para rede.
Apesar do sopro de esperança com o gol marcado, o Figueirense não mudou muito sua postura. Meio que na base do lançamento, o Furacão do Estreito insistiu o seu futebol que se mostrou ineficiente diante de uma bem postada defesa do Náutico.
O time da casa, sem o ímpeto inicial, passou a se defender e fazer o tempo correr no gramado dos Aflitos.
Como fica
Com o resultado o Figueirense fica estacionado nos 16 pontos, na 9ª posição, mas pode perder mais lugares com o término da 13ª rodada.
O Náutico, mais do que nunca, se postulou a uma vaga entre os oito primeiros ao cravar a 4ª posição na tabela de classificação.
Próxima parada
O Figueirense volta a competir na outra semana, em mais um confronto no Nordeste: encara o Floresta, em Fortaleza (CE), na segunda-feira (24), a partir das 20h.
O Náutico, mais uma vez nos Aflitos, recebe o Remo-PA. O jogo está agendado para domingo a partir das 19h.
FICHA TÉCNICA
Náutico: Vágner; Victor Ferraz (Diego Ferreira), Denilson (Danilo Cardoso), Odivan e Rennan Siqueira; Jean Mangabeira, Eduardo, Gabriel Santiago (Elton) e Berguinho (Bryan); Paul Villero e Jeam (Thiaguinho). Técnico: Fernando Marchiori.
Figueirense: Wilson; Elias, Otávio Gut (Cesinha), Eduardo Rosado e Raí (Nucci); Robson Alemão, Barba e Glédson; Andrew (Nicolas), Dudu (Gustavo França) e Bernabé (Bruno General). Técnico: Paulo Baier.
Gols: Victor Ferraz (30/1T), Jean Mangabeira (38/1T); Gustavo França (14/2T)
Cartões amarelos: Thiaginho (NAU); Elias, Andrew, Andrey (FIG) (do banco)
Arbitragem: Antonio Dib Moraes de Sousa (PI); auxiliado por Mauro Cezar Evangelista de Sousa (PI) e Rogerio de Oliveira Braga (PI).
Local: estádio dos Aflitos, em Recife (PE). Data: 15/07/23. Hora: 16h30.