*Por Márcia Becker; o colunista Fábio Machado está de férias até o dia 17 de janeiro de 2024.
O Figueirense precisa estreitar o elo entre time e torcida para alcançar os objetivos da temporada de 2024. Apesar de ter ganhado mais credibilidade com a chegada de Marcos Aurélio Cunha, o torcedor ainda guarda a desconfiança das temporadas passadas.
O novo projeto que está começando ganhou respaldo com a chegada de profissionais renomados do mercado, porém, ainda é difícil imaginar como será o time alvinegro para o próximo ano. O clube basicamente começará do zero dentro de campo, porque poucas coisas se aproveitam desta temporada.
SeguirOs jogadores que foram apresentados até agora causam desconfiança no torcedor – e com razão, afinal, as últimas temporadas deixaram a desejar e provocaram esse sentimento de apreensão. No entanto, mesmo machucado, o torcedor não deixará de apoiar os atletas que chegaram.
Mas o que eu quero pontuar hoje é que, com um elenco totalmente reformulado e com um treinador novo, para que o projeto dentro de campo se torne ainda mais sólido, é necessário buscar nomes que possam ser o elo entre time e torcida dentro de campo.
O próprio MAC sabe dessa importância e frisou isso durante a sua coletiva de apresentação, afinal, foi ele quem descobriu o Fernandes, lá em 1999, e contribuiu lá no início para que ele construísse uma carreira brilhante e se tornasse um dos maiores ídolos da história Alvinegra.
Fernandes destaca essa foto como momento importante de aproximação entre torcedor e o clube. – Foto: Figueirense FC/DivulgaçãoDiante desse contexto é preciso pensar com carinho em como estreitar essa relação entre time-torcida. O torcedor do Figueirense sempre estará disposta a acreditar e apoiar, aliás, foi o que mais fez nos últimos anos, mas precisa ser tratado da mesma forma como trata o time. E um dos caminhos para isso é buscando repatriar jogadores identificados.
No próximo ano, mais do que nunca, o clube precisará do apoio e união de todos. Por isso, é fundamental ter na “linha de frente” atletas que conhecem a história do Figueirense e que podem repassar isso aos outros jogadores. Até porque, o Figueirense está passando por um momento delicado hoje, mas essa situação não define um clube centenário. Então é preciso antes de tudo ter respeito pela história que foi escrita até aqui.
Jogadores identificados e que respeitam o clube brigam até o fim pelo objetivo principal. E quando isso transparece em campo, reflete nas arquibancadas. E em uma Série C, onde o nível técnico é mais baixo e se exige mais vontade e intensidade, essa combinação pode ser fundamental.
Acredito que em breve o clube irá anunciar mais nomes, mas antes que eles sejam divulgados, fica a expectativa – e o apelo – para que consigam repatriar também nomes identificados com o torcedor, que merece esse cuidado e carinho.
Mais do que nunca o clube precisa construir essa ponte, principalmente com a ausência do goleiro e ídolo Wilson, que está tratando de uma lesão no ombro. Somente com a união de todos, o Alvinegro poderá sonhar com dias melhores.
Goleiro e ídolo Wilson está se recuperando de uma lesão no ombro – Foto: Patrick Floriani/FFC/NDE aí torcedor, você também concorda com a necessidade de ter jogadores identificados com o clube?