A ressaca será longa para o Figueirense no restante de 2023. Eliminado da Copa SC, o alvinegro agora não disputa mais nada neste ano – e, pior ainda, vê apenas decepções ao próprio torcedor durante estes 11 meses de bola rolada.
Arquibancadas vazias do Orlando Scarpelli, casa do Figueirense. – Foto: Bruno Gallas/NDNeste domingo (29), o Furacão foi varrido da copinha pelo Concórdia, que era contestante direto pela vaga ao mata-mata; e viu o grande rival Avaí abocanhar a vaga que o Figueira dependia apenas de si para garantir.
Muito além do troféu – irrisório pelo tamanho do time, a Copa SC rende vaga na Copa do Brasil. Em meio à confirmação do clube de que o Figueirense venderá 90% da SAF por R$ 120 milhões, os R$ 750 mil que receberia em caso de título e participação no torneio nacional serviriam para aliviar as finanças do clube.
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Pode-se dizer que esta é a cereja falsa num bolo de lama. O último dos vexames do Figueirense num 2023 para ser esquecido. Nestes 11 meses, o clube caiu no catarinense contra o Hercílio Luz – com a demissão de Cristóvão Borges no jogo de ida escancarando um problema mais profundo do que o 1×0 em revés no agregado.
Não antes de uma sonora goleada sofrida pelo rival durante a primeira fase do torneio.
A ferida se manteve aberta na Série C, cujo drama não era imaginado nem mesmo pelo alvinegro mais pessimista. Rapidamente e quase que inacreditavelmente, o encaminhamento para o acesso à segundona virou pavor e desespero dada a possibilidade de queda para a quarta divisão.
O pior só não aconteceu graças à torcida, que em peso compareceu ao Scarpelli para presenciar um empate sem gols em jogo apático contra o Manaus.
Figueirense e Manaus empataram por 0x0, em Florianópolis – Foto: Patrick Floriani/FFC/NDNeste contexto, o Figueirense focou na Copa SC, sendo o único clube a disputa-la com o elenco 100% titular. Líder até cinco rodadas atrás, estes mesmos titulares acumularam cinco jogos sem vitórias, a incluir uma nova derrota contra o Avaí – melhor dizendo, contra a garotada do Avaí.
Ao contrário do esquecimento, este ano deve ser lembrado. Para que os erros cometidos e as situações que permitiram que acontecessem não sejam nunca mais repetidos. Pelo bem do Figueira; pelo bem do futebol catarinense.
Agora eliminado, o Figueirense não volta mais a campo em 2023 – mas chegou a nele entrar?