Filho de Luciano Hang diz que ‘não esperava’ nota polêmica sobre racismo do Brusque

Havan é patrocinadora do clube, que emitiu uma nota no domingo (29) acusando denuncia de racismo durante jogo de "oportunismo"

Kassia Salles Itajaí

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O Brusque Futebol Clube ficou no centro de uma discussão sobre racismo neste domingo (29), após o jogador Celsinho, do Londrina, denunciar um caso de racismo durante o jogo no Estádio Augusto Bauer. Após uma nota acusando o jogar de usar a denúncia como “oportunismo”, Lucas Hang, filho de Luciano Hang, se posicionou sobre o assunto.

Hang pai é dono da rede de lojas Havan, que patrocina o clube. Lucas emitiu seu posicionamento nesta segunda-feira (30). Segundo ele, assim que soube da denúncia, “fui diretamente perguntar a um dos diretores e cobrar algum posicionamento a respeito”.

Filho de Luciano Hang se posiciona após caso de racismo no Brusque FC – Foto: Reprodução/InternetFilho de Luciano Hang se posiciona após caso de racismo no Brusque FC – Foto: Reprodução/Internet

Apesar da Havan não compor a gestão do clube do vale, muitos associaram o caso à rede de lojas e à família Hang. Lucas afirmou ter ido diretamente a um dos diretores do clube, “que confio muito”, e que ele “afirmou que o clube iria se posicionar e esclarecer os fatos”.

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“Confesso que não esperava uma nota de ‘contra-ataque’, mas sim algo explicando o ocorrido e reforçando o apoio e suporte às minorias que o clube sempre defendeu. Por mais que os fatos não condizem 100% com a acusação, houve um insulto e mesmo que não tenha sido falado explicitamente sobre a cor da pele, esse insulto atinge diretamente quem já sofreu tantos outros em sua vida”, escreveu o filho de Luciano Hang.

Ele ainda desejou que situações similares não aconteçam mais, e que “a vida é um aprendizado constante e espero muito que todos dentro do clube possam entender a gravidade dessa situação”.

Entenda

O ato de racismo que marcou o jogo entre Brusque e Londrina aconteceu na noite de sábado (28), em Brusque, e foi registrado na súmula da partida. A acusação partiu do meia Celsinho, que era opção no banco de reservas do Londrina.

Segundo ele, as ofensas teriam sido feitas por pessoas que estavam na arquibancada.

Confira a nota na íntegra publicada pelo Brusque:

NOTA À COMUNIDADE!

O atleta Celso Honorato Júnior, reserva do Londrina E.C., relatou à imprensa que teria sido chamado de “macaco” por membros da Diretoria do Brusque F.C., durante o jogo realizado ontem (28/08).

O Brusque F.C., sua torcida, diretoria, comissão técnica e patrocinadores sempre foram, ao longo da sua história, absolutamente respeitosos com relação a todos os princípios que regem as relações desportivas e humanas. Jamais permitiríamos qualquer atitude de conotação racista em nosso Clube, que condena veementemente qualquer pensamento ou prática nesse sentido.

O atleta, por sua vez, é conhecido por se envolver neste tipo de episódio. Esta é pelo menos a 3a vez, somente este ano, que alega ter sido alvo de racismo, caracterizando verdadeira “perseguição” ao mesmo. Importante esclarecer que, ao árbitro, o atleta não relatou ter sido chamado de “macaco”, mas sim que teriam dito “vai cortar esse cabelo de cachopa de abelha”, o que constou da súmula e revela a total contradição nos seus relatos.

O Brusque F.C. reitera que nenhum de seus diretores praticou qualquer ato de racismo e tomará todas as medidas cabíveis para a responsabilização do atleta pela falsa imputação de um crime. Racismo é algo grave e não pode ser tratado como um artificio esportivo, nem, tampouco, com oportunismo.

A Diretoria.

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