Quando Brusque e Camboriú entrarem campo neste sábado para definir quem será o campeão catarinense, além do tradicional jogo de 90 minutos, teremos no gramado dois modelos de “fazer futebol” totalmente distintos.
O Brusque adota a forma tradicional. Fundado em 1987, seguiu uma trajetória de altos e baixos. Conquistou o título estadual em 1992.
A equipe brusquense vive hoje o melhor momento de sua história. Jogará pelo segundo ano seguido o prestigiado Campeonato Brasileiro da Série B, decide o título estadual e já garantiu vaga na Copa do Brasil em 2023.
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Volante Zé Mateus está no Brusque desde 2018 – Foto: Divulgação/BrusqueO seu modelo de gestão é o de continuidade. O Brusque possui calendário, e por isso joga futebol o ano inteiro. Conquistou isso com sucessivos acessos, apostando sempre na manutenção de seu elenco a cada temporada.
Um dos exemplos desse trabalho de manutenção de jogadores por longas temporadas é o volante Zé Mateus. No clube desde 2018, foi trazido do Inter de Limeira, no interior de São Paulo. Airton, Rodolfo e Ianson são outros exemplos.
O Camboriú, fundado em 2003, tem um modelo totalmente diferente. Sem calendário no cenário nacional, terá a Série D em 2023. O clube faz contratos curtos com jogadores apenas para a disputa de campeonatos específicos.
Jorge Henrique, 39 anos, a principal contratação do Camboriú – Foto: Tiago Winter/Concórdia/NDApostou no conhecimento do gerente de futebol Mauro Ovelha e buscou jogadores em todo o país. O mais conhecido deles é o atacante Jorge Henrique, 39 anos, campeão mundial pelo Corínthians.
Quando o jogo deste sábado acabar, independentemente do resultado, acaba também o time do Cambura.
O primeiro que vai embora é o jovem técnico Luan Carlos, 29 anos. Ele é o principal nome para comandar o Caxias, do Rio Grande do Sul.
A única competição possível de ser disputada pelo Camboriú nesta temporada é a Copa Santa Catarina, com início previsto para 16 de agosto. Serão mais de quatro meses de inatividade.