Que a situação financeira do JEC é delicada, não é novidade para ninguém. Os anos de rebaixamento e na Série D agravaram as dívidas que se acumularam. A pandemia tornou o buraco ainda maior, obviamente. Sem a presença da torcida, o time fica refém da arrecadação com sócios torcedores que se mantiveram fiéis apesar de não conseguirem ir ao estádio e dos patrocinadores que também tiveram seus problemas financeiros que refletem no valor investido no clube.
Torcida do JEC está com esperança para 2020 – Foto: Carlos Junior/Arquivo/NDAtualmente, o vermelho só aumenta no balanço financeiro. A folha salarial do JEC é de R$ 300 mil, garante o diretor financeiro do clube, Genivaldo Karpano Mello. A conta não fecha e, de acordo com o diretor, o fluxo de caixa do clube tem, hoje, um “buraco” de R$ 184 mil.
Recentemente, o presidente Charles Fischer chegou a comentar que o time precisava de R$ 150 mil para conseguir pagar a folha salarial de setembro. Karpano afirma que a folha está garantida graças a uma “engenharia financeira”.
Seguir“Com adiantamento de patrocínio, vai fazer falta lá na frente, em outra área. Não temos nada a esconder de ninguém”, diz.
A arrecadação com os sócios, conta o diretor, é de R$ 94 mil por mês com os atuais 1.540 adimplentes. Durante a pandemia o time perdeu 1,5 mil sócios torcedores e o objetivo do time é voltar ao patamar de antes desse período, quando o clube tinha cerca de 3 mil sócios e uma arrecadação próxima a R$ 200 mil.
Para isso, o JEC lançará, nesta semana, o novo programa de sócio, com valor mais acessível e arquibancada virtual.