De Joinville para o Chile e do Chile ele voltou com a taça da Copa América de Fut7. Auxiliar técnico da Seleção Brasileira, Dudu Silva já é conhecido na modalidade. Treinador do JEC/Bola na Rede, ele esteve na Libertadores, campeonatos nacionais e o convite para integrar a comissão técnica brasileira veio após anos de dedicação e muito estudo sobre a modalidade.
Auxiliar da Seleção Brasileira, joinvilense Dudu Silva conquistou seu primeiro título sul-americano – Foto: Reprodução/InstagramE ele foi pé quente. Em sua primeira competição internacional, o título desembarcou no Brasil de forma contundente. Depois de vencer Peru, Argentina e Equador na primeira fase, a Seleção Brasileira despachou os donos da casa na semifinal e goleou a Venezuela por 6 a 2 para soltar o grito de campeão em plena Santiago.
“Quando competimos nacionalmente, o equilíbrio é muito grande tecnicamente falando. Quando a competição é internacional, é outro modelo de jogo, um jogo mais catimbado. E lá tinha muita torcida, o que foi muito bacana também”, conta.
SeguirA primeira competição com a camisa amarelinha já ficou marcada para sempre na memória do joinvilense. “Foi fantástico, é uma mistura de felicidade e emoção. Saímos para sermos competitivos, mas quando o sonho se torna realidade, a parte emocional fica mais aflorada. Confesso que a ficha ainda não caiu”, fala.
Brasil derrotou a Venezuela na final e comemorou o título da Copa América de Fut7 no Chile – Foto: Divulgação/NDForam 11 dias longe de casa com jogadores de vários lugares do país. De Santa Catarina, além dele como auxiliar, outros dois jogadores integraram o elenco campeão. “Você cantar o hino nacional, defendendo o Brasil em outro país, esses são momentos que ficam eternizados para nós. É um sentimento de realização pessoal e profissional. Tanta gente busca, luta pelos sonhos e nós realizamos”, salienta.
O sonho começou a ser construído aos poucos, com muito estudo e dedicação. À frente do JEC/Bola na Rede, Dudu Silva chamou a atenção da Seleção Brasileira e o convite para integrar a comissão veio esse ano e o surpreendeu. “Ser treinador do Joinville, time da nossa cidade, já é um baita sonho e depois a oportunidade de trabalho na seleção, em uma comissão fixa, são estágios, sonhos que vamos galgando. Lembro que quando o convite veio até falei: não sei se estou preparado para isso”, lembra.
E a Copa América provou que ele estava. Com um trabalho defensivo que tem feito sucesso e abriu as portas da Seleção Brasileira, Dudu Silva mostrou a força de uma boa defesa em um campeonato tão equilibrado. Em cinco jogos, o Brasil sofreu apenas quatro gols.
O reconhecimento veio até mesmo no voo de volta para casa. “Queremos dar grandes saudações à Seleção Brasileira de Futebol 7, que foram campeões da Copa América”, anunciou o comandante seguido de aplausos.
Comandante do voo de volta da Seleção Brasileira saudou a conquista da Copa América – Vídeo: Divulgação/ND
“É algo ímpar, que emociona. De repente, começamos a ver tudo que parece longe, distante, acontecendo. A ficha realmente ainda não caiu”, finaliza.
Agora, Dudu vai descansar, matar a saudade da família e comemorar, mas não por muito tempo. No fim de semana, o JEC/Bola na Rede tem um clássico. O time enfrenta o Caxias já pelo mata-mata do Campeonato Catarinense.
Já a Seleção Brasileira entra em “férias” em seu calendário e retorna em fevereiro, quando realiza o primeiro amistoso do ano.