Se alguém ainda tinha dúvidas em chamar o jogo entre Brusque x Marcílio Dias de clássico, pode repensar!
Tudo bem que a rivalidade é recente, não se compara a um “Clássico da Capital” entre Avaí e Figueirense quase centenário e cheio de histórias dos dois lados da Ponte.
O nosso duelo é recente, começou a ser disputado em 1988, mas tem esquentado e muito nos últimos anos, o jogo de ontem (02) pela 4ª rodada do Campeonato Catarinense foi a prova disso.
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Brusque e Marinheiro fizeram um duelo de tirar o fôlego no Augusto Bauer – Foto: Tiago Winter – Divulgação/CNMDEm um Campeonato repleto de empates até aqui, a dupla da Rodovia Antônio Heil mostrou calibragem em dia, com cinco gols e o melhor jogo de longe, até aqui no Estadual.
Tudo bem que no Estádio Augusto Bauer, para a torcida visitante e em Itajaí, os primeiros 30 minutos foram de desespero e tensão.
O Marcílio Dias até então, invicto no Catarinense, não viu a cor da bola, diante de um Brusque focado pelos primeiros 3 pontos que acabaram acontecendo, mas a primeira impressão, não foi a que ficou.
Não foi o “atropelamento” desenhado no começo de partida.
O jogo deu mostra de que seria empolgante (pelo menos, para um lado), no primeiro lance. A defesa marcilista bateu cabeça, a bola sobrou para Alex Sandro que de canhota, bateu no canto, abrindo o placar no Augusto Bauer.
O Marinheiro bem que tentou, mas sentiu o baque, tanto que aos 19, Diego Jardel (ex-Avaí), jogador de qualidade foi derrubado na área por Murilo.
Pênalti claro que Zé Mateus cobrou bem para vencer Renan, incendiar a torcida da casa e deixar o time de Itajaí nas cordas.
Ainda mais, que dez minutos depois, foi a vez de Diego Jardel mandar no ângulo, sem chance de defesa.
Passeio do Brusque e desilusão marcilista!
Então, o Marcílio Dias resolveu jogar bola e Zé Victor, ao seu melhor estilo na luta, na força, foi derrubado por Ianson na área.
Ele mesmo cobrou o pênalti e fez a esperança voltar ainda mais que antes do intervalo, Douglas Packer cobrou escanteio que Edimar mandou um chutaço para o gol, mas lá estava o goleiro Jordan pra salvar e levar tranquilidade ao vestiário brusquense.
Na segunda etapa, as equipes se revezavam nas iniciativas e nas oportunidades. Diferentemente de outros treinadores que passaram pelo Gigantão, Fernando Tonet, mostrou ousadia e jogou o time pra cima com a entrada do atacante Augusto.
Torcida marcilista lotou espaço visitante e faz barulho – Vídeo: Gabriel Teixeira – Divulgação
E foi ele mesmo, que aos 10, recebeu de Rômulo para descontar. 3X2 e ainda muito jogo pela frente. E a tensão foi marcante, para os dois lados, em vários momentos, o Marinheiro parecia mais perto do gol de empate do que o Brusque do gol da tranquilidade.
Mas, o Brusque provou que a experiência ajuda e muito, em um campeonato como o Catarinense. No pique do zagueiro Walace (aquele mesmo, ex- Fla, Grêmio e Vitória) e segurou o resultado pra festa da torcida que a plenos pulmões cantou provocando os vizinhos que lotaram o espaço visitante.
Aliviado, Brusque comemora primeira vitória no Campeonato – Foto: Lucas Wippel – BFCNo vestiário do Brusque, a foto mostra a comemoração em meio a semblantes de alívio e a certeza de que apesar da primeira vitória, um representante da Série B do Brasileiro precisa mostrar o ímpeto do começo de jogo por mais tempo.
Waguinho Dias sabe que nem sempre, o placar vai ajudar.
Do outro lado, assim como no empate em Jaraguá do Sul cedido na etapa final de jogo, fica a lição (mais uma) para o Marcílio Dias.
Com a camisa rubro-anil, empurrado pela torcida e disputando um clássico, não dá pra entrar desligado, a reação foi importante e o time mostrou os brios que a torcida tanto gosta, além de um futebol promissor para a sequência do campeonato.
Mas apesar disso, o Marinheiro voltou sem nenhum ponto para Itajaí pela Antônio Heil e isso pode fazer a diferença lá na frente.