‘As Malandras’, time de futebol feminino faz sucesso em SC: reúne famílias e tem fila de espera

Grupo de mulheres joga todas as segundas e quintas-feiras, em Criciúma

Foto de Luana Miguel

Luana Miguel Criciúma

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Hoje não existe mais lugar de homem ou de mulher. A cada dia que passa, elas conquistam cada vez mais espaços, seja no mercado de trabalho ou em momentos de lazer. Esse é o caso das mulheres que fazem parte do time de futebol “As Malandras” em Criciúma, no Sul catarinense.

Dia de treino do time “As Malandras” – Foto: Morgana Salvador/NDDia de treino do time “As Malandras” – Foto: Morgana Salvador/ND

Mas para poder jogar todas as segundas e quintas-feiras, essa mulherada precisa do apoio da família. Algumas são casadas e têm filhos, como é o caso de Chely Basílio, que, além de jogar com suas parceiras, é mãe, professora e passista.

“Se a gente não estiver bem estruturada dentro de casa com a família, não conseguimos vir jogar toda semana. Eu, por exemplo, levo as minhas filhas, meus sobrinhos e minha prima. Às vezes, eu também levo a molecada da minha rua”, conta a professora.

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Chely Basílio é uma das integrantes do time – Foto: Nado Miranda/NDTVChely Basílio é uma das integrantes do time – Foto: Nado Miranda/NDTV

De acordo com Chely, as crianças também se divertem. Cada um leva um brinquedo e dividem. “Já viramos uma família, tudo isso é muito prazeroso”, diz.

E não são só as crianças que acompanham Chely em todos os jogos. O marido, Jorge Marcos Santos Tereza, também marca presença. “Eu a acompanho, ela me acompanha e estamos nesse embalo há 25 anos. Não paramos nunca”, relata Jorge.

Os homens também participam

Nas sextas-feiras, no bairro Santa Luzia, “As Malandras” jogam com os homens. São amigos, conhecidos e os maridos. “Muitas vezes nós jogamos contra eles. É mais difícil sim, mas a gente segura na raça e não dá mole não”, diz Chely, com bom humor.

Disciplina

Chely explica que a disciplina é muito importante para formar um bom time. “Para a gente chegar onde chegou, para ter mulheres na fila de espera para formar uma nova equipe, nós precisamos de muita disciplina” explica.

“Algumas mulheres não tinham respeito, não tinham diálogo. Já tivemos que afastar algumas pessoas do time por conta disso”, comenta Chely.

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