O Brasil estreou na Copa do Mundo Feminina na manhã desta segunda-feira (24), onde não teve dificuldades para vencer o Panamá por 4 a 0 e direito a hat-trick. A estreia, no entanto, não refletiu em grande mobilização.
Telões estavam ligados no mercado público de Florianópolis – Foto: Diogo de Souza/NDA reportagem do Arena ND+ esteve no centro de Florianópolis, mais precisamente no Mercado Público, em busca de alguma reunião ou qualquer menção ao evento.
Eram exatamente três pessoas sentadas, cada uma por si, assistindo a partida que estava sendo transmitida em vários telões espalhados pelo mercado.
SeguirPaulo Sérgio, 54 anos, estava concentrado e de olho na apresentação das meninas. “Eu gosto de futebol, independente de quem esteja jogando”, resumiu o profissional da limpeza que é catarinense de Rancho Queimado e torcedor do São Paulo.
Paulo Sérgio lembrou que é brasileiro e que, também por isso, vai torcer pela seleção até o final da Copa do Mundo.
“E se o Brasil foi eliminado, vou achar outra seleção para torcer. Gosto muito de futebol”, acrescentou.
Horário ruim
Para um funcionário do mercado público que pediu para não ser identificado, é preciso levar em consideração o horário.
Como a competição é disputada na Oceania, mais precisamente na Austrália e Nova Zelândia, os jogos são em horários inversos. A estreia do Brasil contra o Panamá aconteceu às 8h.
O próximo desafio, contra a França, acontece às 7h do sábado (29). “Eu acredito que teremos mais gente envolvida pela importância do jogo e também por ser no sábado. Acho que os torcedores vão comprar a ideia conforme o desempenho da seleção em campo”, entendeu o funcionário.
Já Adalberto Carlos da Silva, de 58 anos, conta que, na verdade, “nem sabia” que tinha jogo da seleção brasileira e muito menos que estava sabendo da Copa do Mundo. Para ele, há “pouca divulgação” acerca dos jogos e do campeonato.
Outro ponto que chamou a atenção é que não há qualquer lembrança, seja por itens ou cores do Brasil, que remetem à disputa de uma Copa do Mundo.
UFSC com horário especial
A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) anunciou que terá mudanças no expediente de trabalho durante os dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo Feminina.
O documento segue orientações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O MGI faculta a alteração do horário de trabalho aos agentes público, desde que tenha a devida compensação posterior de horas não trabalhadas.
Figurinhas da Copa do Mundo
Para quem acha que tempo de figurinha é só na Copa do Mundo masculina, está muito enganado. A busca dos colecionadores é, em tese, menor, mas para os interessados o mercado disponibiliza figurinhas femininas.
Valdeir Rocha, 57 anos, é autônomo e trabalha com o comércio de figurinhas. Ele tem não só os cromos atuais, como os da Copa do Mundo do Catar.
“A busca pelas figurinhas da Copa do Mundo Feminina ainda está devagar, mas eu acho que conforme os jogos vão passando, a busca vai aumentar”, pontuou o comerciante.
Valdeir, à parte ao seu bolinho de figurinhas, carrega três na carteira. São duas figurinhas da Marta, uma como atleta e outra como figurinha lendária, além da norte-americana Megan Rapinoe, uma das principais atletas do mundo.