JEC/Audax e Fluminense se preparam para o Campeonato Catarinense Feminino

Após mais de 10 anos, Joinville volta a ter dois representantes na competição que está prevista para começar na segunda quinzena de junho

Foto de Drika Evarini

Drika Evarini Joinville

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Mais de dez anos se passaram desde a última vez que Joinville teve dois times representando a cidade no Campeonato Catarinense Feminino. A última vez que isso aconteceu foi em 2012, quando Audax e Joinville participaram da competição que, naquele ano, foi vencida pelo Kindermann.

JEC/Audax é um dos representantes joinvilenses inscritos no Campeonato Catarinense Feminino – Foto: Divulgação/NDJEC/Audax é um dos representantes joinvilenses inscritos no Campeonato Catarinense Feminino – Foto: Divulgação/ND

Aliás, o time de Caçador tem 13 títulos consecutivos. Apenas a primeira edição do campeonato teve outro campeão, o Olympya de Jaraguá do Sul. As melhores colocações joinvilenses foram em 2008, 2012 e 2017, quando Joinville, Taurus e Fluminense ficaram na terceira colocação. O Fluminense foi o último time joinvilense a participar, em 2017. Agora, a cidade volta a ter dois representantes. JEC/Audax e Fluminense começam a se preparar para o campeonato, que tem previsão para começar no dia 24 de junho.

Já tradicional nas competições de beach soccer, futsal, fut7 e futebol de campo, o JEC/Audax tem um ano recheado de competições regionais e nacionais. No fut7, o time já tem vaga garantida no Sul Brasileiro e na Copa do Brasil, além de ter um calendário diverso em todas as modalidades.

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Para dar conta de todas as competições, o elenco conta com 18 atletas, mas a intenção é contratar mais sete e fechar o time com 25 atletas, conta o técnico José Laércio de Jesus Ferreira. No ano, o time já conquistou a Taça NDTV de Futsal, a Copa dos Campeões de Clubes, disputada no Rio Grande do Sul, entre outras.

No Estadual, o time tem o objetivo de ficar entre os quatro primeiros em uma edição que marca o número recorde de equipes. Nove equipes confirmaram participação, no entanto, a edição histórica ainda depende de confirmação de repasse de recursos, conta José.

“A Federação fez a proposta de entrar com recursos e esse apoio é fundamental para que a competição aconteça dessa maneira. Se não, nós também vamos repensar a participação porque é um custo muito alto. Sem o aval financeiro do município e com um custo alto de aproximadamente R$ 100 mil, é algo que sonharíamos em ter, mas é sonho. Sem o retorno da federação não tem como e, ainda assim, precisamos de mais cerca de R$ 40 mil para fazer uma competição de alto nível e chegar entre os quatro”, fala.

Embora as atletas estejam treinando e participando de competições em todas as modalidades, os treinos direcionados ao campo e ao Estadual só serão traçados e planejados após o desenrolar financeiro da competição que, inicialmente, teve como times confirmados o JEC/Audax e o Fluminense de Joinville, Avaí/Kindermann, Marcílio Dias, Clube Esportivo Catarinense, Amazonas, Jaraguá do Sul e 10 Academy.

José ressalta que a falta de recursos e incentivo é o principal obstáculo do time e do futebol feminino como um todo, embora, a visibilidade tenha aumentado nos últimos anos. “Esse ano vai ter a Copa do Mundo, o futebol feminino cresce muito com isso, é a mídia mostrando o crescimento do futebol feminino. Sabemos que qualquer atleta que tenha apoio pode estar lá, mas precisamos aumentar o apoiar ao esporte”, salienta.

Fluminense quer dar visibilidade às atletas da região

Além do JEC/Audax, o Fluminense também se prepara para o Estadual. A equipe joinvilense que ficou com o terceiro lugar em 2017 tem como principal objetivo oportunizar espaço para as atletas da região disputarem uma competição de nível estadual.

Segundo o diretor de esportes do Fluminense, Anelisio Machado, a briga do time não é por título e sim, por visibilidade para as atletas.

Fluminense também se prepara para o Estadual – Foto: Divulgação/NDFluminense também se prepara para o Estadual – Foto: Divulgação/ND

“Nós não temos essa pretensão, vamos disputar, mas brigar por título, não dá. Estamos fora do futebol feminino há um tempo, então é difícil a gente almejar o título de uma competição desse nível. O nosso principal objetivo nessa competição é dar oportunidade a essas atletas para que elas possam desenvolver o trabalho em uma competição de alto rendimento, de exigência muito forte, essa é a razão de disputar a competição porque elas procuram pela gente porque querem disputar competição e temos condição de dar esse espaço. O futebol feminino em SC tem quatro, cinco equipes de muita qualidade, vai ser um desafio interessante que faz com que a gente tenha a possibilidade de dar oportunidade a essas jovens que querem ser atletas”, diz.

Ele conta que o elenco ainda está sendo montado e que o clube aguarda a definição exata da competição para planejar a estrutura. “Existe a possibilidade de a Federação cobrir alguns custos. Em função desta definição iremos fazer o planejamento”, explica.

As atletas, que são jovens da região e já fazem parte do grupo que compete na região, treinam três vezes na semana com o técnico Ivens Fernando Gomes de Almeida.

Apesar de ter como objetivo dar espaço e visibilidade para as atletas, o diretor projeta a possibilidade de uma vaga para disputar a Série C do Campeonato Brasileiro. “.Como no Brasileiro já tem duas equipes catarinenses, quem sabe a gente consegue uma vaga para disputar a série C, seria uma passo gigantesco. Sabemos que é difícil, mas seria um passo gigantesco. Porém, o nosso maior objetivo é o espaço para as atletas da nossa região poderem disputar essa competição”, finaliza.

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