Uma derrota doída, que serve de combustível para trabalhar por mais. Assim a técnica sueca Pia Sundhage resumiu a eliminação da seleção brasileira diante do Canadá, nesta sexta-feira (30), nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Pia Sundhage projeta novo ciclo da Seleção Brasileira: ‘Futuro promissor’ – Foto: Sam Robles/CBF/ND“Estou muito triste e peço desculpas por não termos conquistado a vaga nas semifinais. Tenho que voltar e fazer melhor meu dever de casa para que a gente se saia melhor da próxima vez. Acho que o jogo foi emocionante, nós jogamos bem, mas talvez pudéssemos imprimir um ritmo mais veloz. No fim das contas, o Canadá dificultou muito as coisas para nós, e perder nos pênaltis é muito difícil”, lamentou.
Pia completa, neste mês, dois anos no comando do Brasil. Para o próximo ciclo, ela vê como prioridade o desenvolvimento de dois aspectos da equipe: o físico e o psicológico.
Seguir“A mensagem que fica é que o futuro do futebol feminino brasileiro é promissor. Se o Brasil quer, e nós queremos, estar o mais alto possível no nível internacional, precisamos trabalhar duas coisas: melhorar nosso condicionamento físico, para ter a capacidade de fazer, ao fim do jogo, todas as coisas maravilhosas que somos capazes de fazer no início da partida ou de um torneio, e também um pouco do aspecto psicológico. Juntos, esses dois compõem também a força de um time. Eu acho que fomos um time bem coeso, e acho que há margem para melhora nesses setores”, admitiu.
Pia fez ainda um balanço desse período à frente da seleção e também apontou que tipo de habilidades as jogadoras brasileiras precisam desenvolver para conseguir um espaço na equipe.
Diante da renovação do setor de meio-campo, com a despedida de Formiga das Olimpíadas, por exemplo, a técnica vê a necessidade de contar com peças que consigam contribuir tanto no ataque quanto na defesa.
“Em relação ao que nós conseguimos melhorar nesse período, acredito que nossa defesa é mais organizada do que antes. Mas é verdade que nós precisamos muito de meias que controlem o ataque. E eu gostaria de ver mais meias como a Angelina, que para mim é parte desse futuro, com qualidade nos dois lados”, disse, projetando os próximos passos para esse desenvolvimento.
Com a derrota para o Canadá nos pênaltis, a seleção feminina dá adeus à disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. A equipe agora volta as suas atenções para o próximo ciclo, que inclui as disputas da Copa América e do Mundial de 2023, que será na Austrália.
Agradecemos de coração por todo apoio e carinho de vocês antes e durante a competição. O resultado faz parte do jogo, infelizmente não foi o que gostaríamos. A união e a luta em prol do nosso sonho seguirão. Muito obrigada! #GuerreirasDoBrasil ??
? Sam Robles/CBF pic.twitter.com/a3kOqXR4HG
— Seleção Feminina de Futebol (@SelecaoFeminina) July 30, 2021