Promessa catarinense, Nati Pereira participa de Webinar de Futebol Feminino

Atleta do Avaí participa do evento, que acontece em Brasília, de forma remota, nesta quarta-feira (23) para falar sobre a nova geração e as perspectivas da modalidade no Brasil

Foto de Ian Sell

Ian Sell Florianópolis

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A jogadora de futebol e promessa do esporte catarinense, Natália Pereira, de 12 anos, foi convidada para participar de um Webinar de Futebol Feminino, que está sendo organizado pela Secretaria Nacional de Futebol, do Ministério da Cidadania, em Brasília (DF).

Nati durante treino do Avaí – Foto: Fabiano Rateke/Avaí/DivulgaçãoNati durante treino do Avaí – Foto: Fabiano Rateke/Avaí/Divulgação

O evento acontece entre os dias 22, 23 e 24 de março. A participação da jovem jogadora do Avaí será na quarta-feira (23), por volta das 15h. Ela vai falar sobre a nova geração do futebol feminino no Brasil e as perpectivas para a modalidade.

Vale ressaltar que tanto a participação de Natália, como a das demais convidadas do evento acontece de forma online. Para acompanhar o Webinar, basta seguir as redes sociais do Ministério da Cidadania.

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“Participar deste evento tão importante e falar de futebol feminino, representando o clube que me deu oportunidade de ser a primeira menina do Brasil em uma categoria de base masculina é uma oportunidade incrível”, disse a jovem jogadora.

Convite recebido para o evento – Foto: ReproduçãoConvite recebido para o evento – Foto: Reprodução

A chegada do convite foi uma surpresa para toda a família, conta a mãe da atleta, Karyna Pereira. “Entraram em contato com ela [Natália] pelo Instagram. O evento terá ex-atletas da seleção, dirigentes, serão três dias discutindo sobre o futebol feminino no Brasil”, conta.

“Esse convite acabou sendo uma grande surpresa para todos nós [família]. Ficamos felizes que de alguma maneira ela possa incentivar outras meninas. A Nati é muito focada, sabe que tem que treinar, porque quer ser conhecida pelo talento dela”, completa.

E a agenda da pequena craque não para. Na quinta-feira (24) ela estará na avenida Paulista, em São Paulo (SP), participando de um bate-papo com a jogadora do Corinthians e da seleção brasileira, Gabi Zanotti, sobre o futebol feminino no país.

Carreira

O futebol está na vida da pequena atleta desde muito cedo. Ela acompanhava o irmão mais velho nas competições de futebol e se apaixonou pelo esporte ainda nas arquibancadas.

Aos 6 anos, quando quis procurar um espaço maior para “brincar” de futebol, percebeu que a escolinha para meninas não era uma realidade.

Ainda antes de ser aprovada nos testes do Avaí, Natália começou a derrubar as barreiras do preconceito com grandes atuações para se tornar o destaque do time Sub-9 da ADIEE, que disputava a Liga de Futsal da Grande Florianópolis, em 2018.

Natália em ação pelo Avaí – Foto: Fabiano Rateke/Avaí/DivulgaçãoNatália em ação pelo Avaí – Foto: Fabiano Rateke/Avaí/Divulgação

Paralelamente foi para FairPlay, escolinha de futebol do Avaí, onde escutou que “se fosse menino estaria em uma base”.

No entanto, a pequena craque não desistiu que conseguiu a oportunidade de fazer uma peneira na base do Avaí. Em janeiro 2019 passou e se tornou a primeira menina do Brasil em uma categoria de base masculina de um time profissional.

“Hoje a Nati ainda treina com os meninos do Avaí, vai para a quarta temporada dela no clube. Esse é o último ano dela no Avaí Mirins”, conta Karyna.

Além disso, desde 2021 a menina integra o projeto Meninas em Campo, que vem realizando um trabalho de captação e formação das atletas sub-14 e foi oficializado como base do Santos.

“Ela passa pelo menos 10 dias do mês em São Paulo no projeto Meninas em Campo. Em dezembro ela pela primeira vez da Liga de Desenvolvimento, que é uma especie de Brasileirão da categoria sub-14, da Conmebol em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol”, explica a mãe.

“Às vezes ficamos [pais] até assustados com toda a repercussão, como não desenvolveu o futebol feminino no Brasil todo, vamos precisar dar um jeito de morar em São Paulo. Temos um caminho bem longo até ela poder morar sozinha. Nos preocupamos em dar uma base e principalmente ter certeza que ela está feliz fazendo isso”, conclui Karyna.

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