Com o maior jejum de vitórias de todos os clubes que disputam as divisões do futebol brasileiro, com a equipe na lanterna do Campeonato Brasileiro da Série B – a preocupação de alguns apoiadores da atual gestão e “notáveis” do Avaí – muito deles ocultos -pelo jeito é outra: pressionar diretores do Grupo ND no sentido de intimidar e censurar o trabalho deste apenas esforçado jornalista.
Na semana passada, uma carta foi enviada para a diretoria do Grupo ND com o objetivo de tentar “calar” o trabalho, a liberdade de imprensa de um profissional que acompanha diariamente todos os movimentos e os bastidores do Leão Da Ilha. Lamentável. O objetivo do tal documento, em nome da diretoria do Avaí passou longe do seu alvo principal, que é o de querer acusar o colunista por incitação ao ódio. Primeiro porque há um lema aqui na empresa que diz o seguinte: “Criticar sem destruir, elogiar sem bajular”. E esse pensamento é refletido diariamente na função que exerço aqui neste espaço.
Já teci vários elogios para a atual diretoria, principalmente na aplicação e execução de vários processos internos interessantes, administrativamente. Sem contar com o incentivo constante para que a torcida ajude o Avaí e não abandone neste momento difícil, sempre enfatizando a importância de ser tornar sócio e de comparecer aos jogos. Ao mesmo tempo, é importante refrescar a memória dos signatários que pressionaram o Júlio Heerdt para que tomasse essa atitude, e que não é do seu perfil esse tipo de conduta, já que em várias ocasiões ele manifestou publicamente a famosa frase que diz o seguinte: “posso não concordar com o que dizes, mas vou defender até a morte o direito de dizê-la” (imagem abaixo) que, desde que assumiu o Avaí, o presidente concedeu várias entrevistas em todos os seus veículos do Grupo ND: TV, jornal impresso e digital para se defender e falar dos seus projetos, de forma ampla e democrática. Portanto, aqui da casa, elogios e críticas, na medida certa, com responsabilidade.
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Presidente Júlio Heerdt que sempre defendeu liberdade de opinião cedeu à pressão de covardes – Foto: Twitter/reprodução/NDGerir uma equipe centenária como o Avaí, não é fácil, e ninguém disse o contrário. Mas como o futebol é atividade fim da instituição, as críticas pela falta de resultados positivos é um processo natural. Negar essa obviedade é querer impor uma cortina de fumaça na falta de resultados positivos e no fracasso do time em campo. A tal carta é uma clara tentativa de desvio de foco no sentido de isentar todos os culpados pelo buraco em que o futebol se meteu. É afinal, um gesto de covardia: a culpa pela bola que atacante perdeu ou o gol que o goleiro tomou “é culpa do Fábio Machado”.
À coluna, em uma longa conversa no dia de ontem, o presidente Júlio Heerdt, reconheceu ter sofrido pressão de conselheiros e “notáveis” do clube por essa manifestação infeliz. E garantiu que várias mudanças no futebol estão sendo aplicadas para que a equipe volte a vencer e o torcedor volte a sorrir. Isso ocorrendo, este colunista vai elogiar, mas atenção: sem bajular. Do mesmo modo que criticou, sem, no entanto, destruir: apenas apontou erros e cobrou alternativas de soluções para o bem da instituição Avaí Futebol Clube.
Na lanterna da Série B, preocupação na Ressacada é outra: calar voz de um jornalista – Foto: Rodrigo Polidoro/Mix Mídia