Cacau Menezes cacau.menezes@ndtv.com.br

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo

Imprensa brasileira devendo na Copa do Catar: não tem mais furo, é tudo repetição

Estão mais fazendo turismo do que trabalhando.

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Repórter empurra torcedor que esbarrou nele, ao vivo – Foto: ReproduçãoRepórter empurra torcedor que esbarrou nele, ao vivo – Foto: Reprodução

Equipes de televisão estão sofrendo, como todos, com a falta de notícias no Catar. Não dizem nada que interessa a ninguém, não entram em lugar nenhum, não entrevistam ninguém, não sabem nada de nada e da torcida, o pouco que mostram são das redes sociais. E nem o time do Brasil para a estréia de hoje conseguiram. Copa do furo zero. As notícias: Messi não sabe liderar seu time, Manchester encerra contrato com Cristiano Ronaldo, Benzema foi cortado e, de madrugada, falam da frente do hotel onde está a seleção dormindo sem nenhuma novidade. Estão mais fazendo turismo do que trabalhando.

No Brasil sabemos mais do que está acontecendo no Catar do que os que lá estão repetindo as mesmas e poucas notícias…Chamam matéria da Fifa sobre o Brasil, discutem qual vai ser a dancinha dos jogadores em caso de gol e vasculham as redes sociais dos craques. Que faltam fazem Tino Marcos, Marcos Uchoa, Mauro Naves, Roberto Thomé, Regis Rosing, Rui Carlos Oestermann, Roberto Cabrini, Nelson Motta, e, um certo manezinho da Ilha, que quando ligava sua cãmera pelas ruas, fazia a diferença. Sem falar nas exclusivas que pegava com o Pedro Sirotsky, diretor da RBS, que como amigo do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, todos os dias me passava uma exclusiva lá de dentro que repercutia até internacionalmente.

Ninguém tem mais fonte nenhuma. Nem com dirigentes, nem com jogadores, nem com parentes de jogadores, nem com torcedores. Estão fazendo um voo cego.

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Sem notícias da Copa e sem notícias do Brasil, onde não mostram nada do povo há quase um mês nas ruas pedindo por liberdade, justiça e a anulação das eleições.

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