Jadson já com a camisa do Avaí em apresentação oficial – Foto: Leandro Boeira/Avaí F.CO FATOR JADSON NO TIME TITULAR O AVAÍ
A insistência do Jadson no time titular do Avaí, por decisão repentina do Claudinei Oliveira não tem feito bem para a equipe nesta reta final da Série B. E não é opinião, é fato. São os números que comprovam. Nas três partidas em que o veterano meia entrou atuando no time da Ressacada, a equipe sofreu: em 9 pontos disputados, apenas 3 foram conquistados. E relembrando que nessa vitória, o melhor jogador foi o goleiro Glédson, o que significa que o time adversário, criou e muito. Nessas 3 partidas, derrotas para o Confiança (na zona do rebaixamento) e na noite da última sexta, mais uma derrota, de virada, diante do Operário (até então lutando para fugir do Z4) e na vitória sofrida diante do Cruzeiro na Ressacada, o Avaí perdeu aquilo que veio apresentando como qualidade: o domínio da partida, do meio de campo, a valorização da posse da bola e chance de ver o futebol do Bruno Silva e Copete como destaques. E a culpa não é do Jadson. Que fique bem claro. Nenhuma acusação aqui de que ele não se esforçando, se entregando e querendo ajudar a equipe. O problema é de característica mesmo. Veterano, o meia não consegue ocupar os espaços na marcação, sobrecarregando os companheiros. Sem contar que na sua carreira, Jadson sempre gostou de atuar em parceria com algum jogador de frente, com características semelhantes: de toques, de triangulações. Foi assim no São Paulo, foi assim no Corinthians. No Avaí não existe essa condição. O time se porta com entrega, com disposição. É um time experiente e de operários. Com a entrada do Jadson, o futebol do Lourenço, que o Claudinei tanto defendeu caiu de produção. Com a entrada do Jadson como titular, o Avaí perdeu a transição. Algumas qualidades que teve a equipe na reação das cinco vitórias seguidas que impulsionaram o Leão da Ilha até o G4. Claudinei Oliveira inventou e o Avaí está pagando um caro preço por isso. É hora de simplificar. Coloca o Jadson novamente no banco (ele vai ser muito importante para a equipe daqui para a frente, e como opção é melhor que o descompromissado Valdivía) e volte a escalar o Vinícius Leite para jogar ao lado do Lourenço. Deu certo no estadual e deu certo no brasileiro na Série B até a chegada no grupo de acesso. Claudinei Oliveira, não é hora de invenção, de brincar de professor Pardal. Faz o simples e corre para o abraço.