JEC é eliminado na primeira fase da Copa SC, acumula vexames e mancha sua história

Quase rebaixado no Estadual e eliminado na primeira fase da Copa Santa Catarina, JEC não vê luz no fim do túnel

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O ditado “nada é tão ruim que não possa piorar” parece ter tomado forma, a forma do Joinville Esporte Clube. A crise que começou ainda em 2021, com a eliminação na Série D e o consequente fundo do poço para um time que, mais uma vez em sua história, se viu “sem série” parece não ter fim. A bem da verdade, a crise começou antes, em um Campeonato Catarinense pífio e que deixou o time sem alternativas e com uma saída apenas: o acesso. Ele não veio e era só a ponta de um iceberg que é enorme e que vai demorar anos para ser derretido.

JEC e Nação ficaram no empate na noite desta quarta-feira (14) e Tricolor manteve a liderança da Copa SC – Foto: Thiago Borges/JEC/Divulgação/NDJEC e Nação ficaram no empate na noite desta quarta-feira (14) e Tricolor manteve a liderança da Copa SC – Foto: Thiago Borges/JEC/Divulgação/ND

Em 2022, o JEC tinha uma única obrigação: um bom Estadual e a vaga na Série D de 2023. Novamente, não conseguiu. Novamente, um Campeonato Catarinense pífio, vergonhoso e que só não se tornou trágico por um milagre no Gigantão das Avenidas, dois gols em poucos minutos e o time escapou de um rebaixamento vergonhoso.

Se livrar da série B em Santa Catarina não diminuiu a vergonha e o poço continuou se tornando cada vez mais fundo. A única salvação do ano, para que não fosse um completo desastre, era a Copa Santa Catarina. Não parecia ser exatamente um problema ou algo impossível. Seis times, quatro vagas na semifinal e o campeão com vaga para a Copa do Brasil. Dava para brigar e estar entre os quatro era obrigação.

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Era. Parece filme repetido, mas novamente, a vergonha para o torcedor. Um elenco montado do zero, que apesar das dificuldades e das partidas pouco convincentes, brigava pela liderança da competição. Tudo parecia encaminhado para, ao menos, evitar a tragédia e estar entre os quatro. Mas, voltando ao ditado, nada é tão ruim que não possa piorar.

O JEC foi o único time que perdeu para o Nação. O JEC teve duas chances de garantir a classificação antecipada e perdeu os dois jogos. O Tricolor chegou, ironicamente novamente ao Gigantão das Avenidas, precisando apenas de um empate, dependendo apenas de suas próprias forças para não passar mais uma vergonha.

O resultado? Derrota para um time já classificado e longe de apresentar o futebol que apresentou durante a competição. Um 2 a 0 que foi uma pá de cal na classificação, mas foi mais do que isso. Foi a consolidação de um desastre, de uma vergonha, de uma tragédia anunciada, de uma crise que parece não ter fim.

Há sete anos, o JEC estava na Série A do Campeonato Brasileiro, havia acabado de conquistar o título da Série B. Em menos de uma década, o Tricolor não tem divisão nacional, não consegue se classificar em uma Copa Santa Catarina rejeitada pelos grandes do estado, precisa de milagre para se segurar na primeira divisão catarinense e não tem qualquer perspectiva nem de curto, de médio prazo.

Sete anos e um poço que, ao invés de escalar, o clube parece cavar mais e mais. Em três meses, um novo Campeonato Catarinense, uma nova chance para tentar não apagar o presente e passado recente, mas, ao menos, começar a limpar uma sujeira que não cabe mais em clube que foi grande, mas que hoje se apequena a cada dia.