Prazer em conhecê-lo, artilheiro! – Foto: Marco CezarJogador de futebol que vinha para Floripa, não agradava a esposa, noiva e namorada e muitos acabaram com os relacionamentos para começar vida nova na Ilha da Magia.
Parece-me, lembrando do artilheiro Albeneir, que foram boleiros feitos para a nossa cidade. Desde os anos 70, tanto para o Avaí como para o Figueirense, alguns jogadores que vieram para cá, ficaram. DNA de festa, praia, amizades sinceras, estilo de vida. Se identificavam com a raça. De Albeneir a Adilson Heleno. de Vargas a França, de Juti a Lico, de Sérgio Lopes a Ubirajara, de Tião Marino a mutos outros. Assim como gostaram da cidade, a cidade gostou deles. E sabiam jogar bola. Uns 20 foram ídolos nos seus times e em Floripa. Mas diria, não porque morreu hoje, ainda novo, 64 anos, mas que foi Albeneir o que mais soube tirar onda com o seu sucesso. Matador no campo e na noite, se tornou ídolo da torcida do Figueirense, onde viveu o auge da carreira, que passou pelo Grêmio de Renato Gaúcho, e terminou no Avaí, de Toninho Quintino, na Ressacada.
Quando “Bena” chegou em Floripa para jogar no Figueirense, já foi fazendo um gol atrás do outro; gostava de roupa, de carro e de boate. Era alto, moreno, estiloso. Desfilava de chapéu à la Billy Paul e sem camisa dirigindo um Opala zero km pela Beira mar Norte em noite de verão, esperando a hora de entrar na boate Baturité, ser fotografado na piscina sempre ao lado de mulheres da moda e saindo muitas vezes no nascer do dia e sem camisa. Em campo era sempre o melhor e o artilheiro. E assim foi ganhando moral. E virou ídolo também da cidade, tanto que jogou no Avaí. Porque antes, alguns avaianos iam aos jogos do Figueira no Scarpelli, só para vê-lo jogar. Eu era um deles. Jogamos juntos no Beijo algumas vezes, inclusive. Mas já não era o mesmo. Acabou barrado.
SeguirPerdi hoje um grande amigo, de festas e de bola, e como colunista perdi um dos meus mais marcantes personagens. Quis o destino que fosse eu, que muito falei das suas conquistas, o primeiro a falar da sua morte.
Albeneir veio para ficar. E os amigos foram sua principal razão para essa decisão. Aqui o “homão” foi feliz.