O jogo do Figueirense em estádio de “copa do mundo” mostrou desperdício de dinheiro público

O jogo do Figueirense diante do Manaus na Arena Amazônia foi uma pequena amostra dos vários elefantes brancos construídos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil

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O jogo do Figueirense no sábado (18) diante do Manaus foi marcado por um apagão do sistema de refletores na Arena da Amazônia, um dos estádios utilizados na Copa do Mundo aqui no Brasil em 2014. O absurdo é que a iluminação original está danificada, a que estão usando é alugada.

Só por aí dá para ter uma ideia do desperdício do dinheiro público gasto nas construções ou reformas dos estádios para o mundial em 2014, em locais onde – se não tiver um jogo do Flamengo, por exemplo – não consegue público para encher 10% da capacidade das arquibancadas.

Outro problema na Arena Amazonas,  construído – e desperdiçado – para a Copa do Mundo com o dinheiro público : torcedores do Figueirense entraram por um único portão, o que não é permitido pelo estatuto do torcedor.  Acrescentem-se a isso, que pelas imagens da transmissão o gramado não está lá “muito católico”.

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Por aí, por esses problemas e por esses legados, dá para ter uma ideia o quanto a Copa do Mundo realizada aqui no Brasil serviu como ralo de grana dos contribuintes. Os “elefantes brancos” estão por aí. Cidades com pouca tradição no futebol foram sedes de jogos para agradar, antes de tudo, políticos e currais eleitorais. Enquanto que outros estados – como Santa Catarina, por exemplo – ficaram de fora.

Sobre as sedes, vamos aqui citar um exemplo: na copa aqui no Brasil, foram 14 sedes como Cuiabá, Natal e Amazônia, por exemplo.  Na Copa do Catar, serão 07 sedes. E antes que algum leitor queira justificar o tamanho do país pelo exagero de quantidade de sedes, lembro que na candidatura dos Estados Unidos, México e Canadá (somem o território desses três países), 15 sedes foram escolhidas e indicadas para a FIFA na candidatura conjunta para sediar a Copa do Mundo de 2026.

A Copa do Mundo de 2014 foi uma festa de gastos e desperdícios ( com o nosso e o seu dinheiro, é claro!).

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