Oito anos de clube, torcedor tricolor e apenas 19 anos de idade. Foi com esse histórico que o goleiro Caio viu a oportunidade de estrear pelo profissional no último sábado (12), em pleno estádio da Ressacada, em um clássico já pesado e ainda mais tenso devido à situação de JEC e Avaí. A lesão de João Lucas colocou nas luvas do jovem goleiro tricolor a responsabilidade de fechar o gol contra os donos da casa para garantir que o time voltaria para Joinville com algum ponto na bagagem.
Aos 19 anos, Caio fez sua estreia pelo profissional no clássico diante do Avaí – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/NDE assim o fez. Seguro, maduro e humilde, Caio correspondeu às expectativas do técnico Gilmar Dal Pozzo e do seu “mestre” Marcão. Quando se fala que “goleiro bom se faz em casa”, o JEC sabe bem a receita: um goleiro que fez história formando goleiros que respondem em campo.
Criado na base tricolor, Caio disputou e conquistou o título da Série C do Estadual com o BEC, e já mostrou que a formação o fez grande. No sábado, a pressão de entrar em campo de repente, em um clássico, com o time precisando do resultado poderia influenciar em sua atuação. Mas, ele mostrou que a boa atuação no BEC não foi fase, foi a demonstração da qualidade de um menino que pode ser um grande goleiro, como Marcão, que marcou seu nome na história do clube.
SeguirÀ beira do gramado, ouviu as instruções de quem entende a sensação de estar debaixo das traves. Ex-goleiro, Dal Pozzo fez questão de puxar Caio no canto e tranquilizar o garoto. “Passei muita tranquilidade para ele se concentrar e fazer o simples”, disse o técnico após a partida. E o goleiro correspondeu. No primeiro chute de fora da área, bola encaixada sem dificuldade. “Isso dá confiança, dá moral para um atleta”, falou Dal Pozzo.
No lance seguinte, uma bola atrasada espetada mostrou que Caio é maduro o suficiente para entender que fazer o simples é o melhor caminho para evitar o gol adversário. “Com essa idade ele teve maturidade, humildade e tranquilidade para colocar a bola para fora”, complementou o técnico.
A troca de goleiros está longe de ser algo habitual no futebol e, em geral, acontece em momentos extremos, como os do clássico, que teve um expulso e o outro lesionado. Apesar disso, Caio estava mais que preparado para agarrar sua oportunidade. O atleta, joinvilense, mostrou que pode manter a tranquilidade no setor defensivo, que pode ser acionado e dará conta do recado. Aos 19 anos. E, do técnico, teve o reconhecimento de oito anos de trabalho no CT do Morro do Meio. “Substituiu à altura, ele, com essa idade, fez um jogo excepcional”, cravou Dal Pozzo.
E fez. De goleiros, o torcedor tricolor não pode reclamar.