Na década de 1980, se tinha uma equipe que servia como referência de boa gestão e vencedora dentro do gramado, essa equipe era o Joinville EC, time criado em 1976, após uma fusão entre o América e o Caxias. Foi – de certa forma – uma rápida resposta aos quatro títulos conquistados na sequência pela dupla da capital: Figueirense em 1972/74 e Avaí em 1973/75.
Um passado de glórias, com um presente de crise e um futuro incerto. – Foto: Memória Tricolor/AcervoO time logo caiu nas graças da torcida que lotava o estádio Ernerto Schlemm Sobrinho. Os patrocínios do empresários da região abundavam e enchiam os cofres do time. Como consequência, os títulos foram enchendo a galeria de troféu com os craques inesquecíveis brilhando no gramado. A Capital olhava com o sentimento de impotência esse fenômeno do futebol. Costumo dizer, que só a camisa do Joinville aparecendo no vestiário, já era um a zero para o tricolor do Norte do estado.
Quem diria que no ano de 2022, o Joinville continuaria sendo referência para o futebol de Florianópolis? Mas dessa vez, de forma negativa: de como não se fazer. Sem participar de nenhuma série do Campeonato Brasileiro, afundado em dívidas e com sérios problemas administrativos, o JEC é um exemplo claro e muito próximo de que gestões impensadas e irresponsáveis podem enterrar em poucos anos na lama um clube com o seu passado com glórias. No passado como no presente, o Joinville continua sendo exemplo para a dupla Avaí e Figueirense.