Em 2014, o JEC comemorava o tão sonhado acesso à Série A e o título da Série B em uma disputa que durou até o segundo final do campeonato daquele ano.
Aos 35 anos, Edson Ratinho lidera uma equipe que quer fazer história – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/NDAgora, sete anos depois, um dos principais personagens daquela conquista é a base de um time que pode, novamente, fazer história. Lateral-direito, capitão e líder em sua essência.
Momentos antes da disputa de pênaltis que trouxe o JEC até as oitavas de final, era ele que estava no meio da roda, conversando, gesticulando e bradando sobre a importância do escudo que estava no peito, mas também da força que o elenco tem para recolocar o Tricolor na Série C. O resultado? Emoção, muita emoção, e classificação.
SeguirEdson Ratinho é experiente, já rodou por grandes clubes do Brasil e do exterior e, em Joinville, é o ponto de referência, de experiência, de solidez que um time jovem precisa. Ao lado de Naldo, sabe o que é conquistar um título nacional com o preto, branco e vermelho. “Rato” sabe o quanto a torcida é apaixonada e o quanto o JEC não merece estar onde foi colocado por inúmeros erros dentro e fora de campo. No passado.
Agora, o lateral-direito é o capitão de um time equilibrado, focado, forte, construído em um projeto que valoriza o passado vitorioso, reconhece a importância de personagens que levaram o JEC aos títulos, mas que também sabe da força do elenco que está honrando a camisa nesta Série D.
Fora dos dois jogos contra o Bangu, Edson Ratinho volta para assumir a lateral-direita, a braçadeira de capitão e pisar em campo para liderar um time que reconhece o seu valor, o seu peso. Não é incomum que, a cada coletiva de apresentação, os jogadores tinham exemplos de jogadores a mencionar, entre eles, Edson Ratinho.
Em campo, com a bola rolando, dá confiança e agressividade ao lado direito. Sem a bola, é o ponto de apoio, de liderança vocal, de experiência. Ratinho tem 1,70 de pura energia, de vontade de estar em campo e não por estar, para buscar a vitória, o acesso, para dar à torcida o que ela merece, à cidade o que ela merece, ao JEC o lugar de onde não deveria ter saído.