As finais contra o Criciúma nos dois próximos fins de semana não terão “clima de revanche” para o Brusque. Ao menos é o que garante o técnico Luizinho Lopes em entrevista ao ND Mais.
Reportagem do ND Mais acompanhou a atividade do Brusque de um “agitado” Luizinho Lopes – Foto: Leo Munhoz/NDEm 2023, o Tigre ficou com a taça após vencer os dois jogos pelo placar de 1 a 0 e comemorou o título em pleno estádio Augusto Bauer.
“Mudou o ano, é uma nova final, uma nova temporada, novos jogadores aqui e lá. O objetivo é tentar fazer dessa vez um jogo diferente do que foi em 2023”, afirma o técnico.
SeguirA reportagem do Grupo ND acompanhou a preparação do clube para a decisão do Campeonato Catarinense na manhã desta quarta-feira (27) em Guabiruba.
Um “agitado” Luizinho Lopes repetiu situações de entrada no último terço e finalizações. A partida de ida da final está marcada para o próximo sábado (30) no estádio Doutor Hercílio Luz, em Itajaí.
Entre os temas questionados ao treinador esteve a questão da logística, uma vez que o Quadricolor ainda não jogou “em casa” durante o ano. O estádio Augusto Bauer segue em obras para receber os jogos do clube na Série B do Campeonato Brasileiro.
Luizinho Lopes durante a atividade desta quarta-feira – Foto: Leo Munhoz/ND“Foi um grande desafio da temporada. Mas é por uma boa causa, o Augusto Bauer está em reforma para nos receber com mais estrutura. Mas em contrapartida essa rotina de jogar fora nos trouxe uma casca, de jogar contra quem for em qualquer lugar sem temer e poder atuar da mesma maneira”, reforça o treinador.
Oscilação do Brusque no início de 2024
Nem só de “glórias” viveu o Brusque no Campeonato Catarinense. A equipe teve um início de 2024 conturbado, com apenas uma vitória nas sete primeiras rodadas.
Apesar do momento de oscilação, a diretoria Quadricolor bateu o martelo e manteve a convicção no trabalho de Luizinho Lopes.
Treinador chega a segunda final seguida de Catarinense no comando do Quadricolor – Foto: Leo Munhoz/ND“Iniciamos a temporada com muitas dificuldades de logística, reformulação do elenco. Temos um trabalho que tem uma base de estruturação enraizada. Internamente sempre entendíamos como um momento de ajuste”, explica o técnico.
“Nós nunca menosprezamos nenhum adversário, mas talvez por perdermos para o Nação e para o Inter [de Lages], quem estava de fora entendeu mal. E como faltavam os ditos ‘grandes’ para enfrentarmos fora de casa, gerou uma ‘emoção’ maior. Dentro de campo sempre encaramos os adversários com o mesmo respeito”, completa.
“DNA” do Brusque
Para o goleiro Matheus Nogueira, um dos principais nomes do Brusque na temporada, o clube desenvolveu um “DNA” e isso é um dos motivos para explicar o sucesso das últimas temporadas.
Em 2024, o Quadricolor faz sua quarta final de Campeonato Catarinense nos últimos cinco anos, além disso, ainda contabiliza decisões de Série C do Campeonato Brasileiro, Copa Santa Catarina e Recopa Catarinense.
Matheus Nogueira vive grande fase no gol do Brusque – Foto: Leo Munhoz/ND“Acho que o segredo é a seriedade, acreditar sempre que é possível, independente dos momentos difíceis, saber que é possível melhorar. Esse é o DNA do clube, todos os que chegam recebem essas informações do que já estão e isso faz com que o clube consiga alcançar os resultados”, pontua o goleiro.