Em condições normais, para um time como o Marcílio Dias é até esperado perder para o Figueirense jogando no Orlando Scarpelli. Tudo bem que o Marinheiro tem seus bons momentos no Estreito (Lelo 2000, inesquecível) e também aquelas tragédias como o time treinado por Paulo Jamelli que foi atropelado na fatídica estreia de 2012 com um 5×0 absoluto.
Detalhe: Paulo Jamelli, no jogo de ontem (9) comentou a partida pelo streaming que transmite as partidas.
Coisas da bola.
SeguirEm 2022, a coisa está diferente, os chamados “grandes” do Estado passam por momentos tensos, enquanto a turma “intermediária” luta na parte de cima da tabela. Antes do jogo, o Marinheiro chegava cheio de moral após vencer e bem o Joinville em Itajaí, enquanto o Figueira havia sido atropelado em Tubarão para o Hercílio Luz.
Equipes alternaram melhores momentos no jogo. No final, melhor para o Figueira – Foto: Tiago Winter/CNMDE quando Diogo da Costa Cidral apitou, os primeiros 15 minutos foram de domínio absoluto azul e vermelho.
É preciso reconhecer, porém que aos 4, o Marinheiro ganhou um “presente” da arbitragem em um lance absurdo, foi assinalado pênalti para revolta dos jogadores do Figueirense.
Zé Vitor, o goleador rubro-anil que “sofreu” o pênalti cobrou e abriu o placar.
O Figueira empatou aos 25 com uma falta bem cobrada por Zé Mario e quando parecia que a coisa complicaria de vez, ainda mais depois da expulsão de Klenisson que tomou o segundo amarelo por deixar o cotovelo no jogador no rosto do jogador alvinegro, o Marcílio soube segurar a onda e levar o duelo empatado para o intervalo.
Seria um ponto interessante pra trazer de Floripa.
Mas…
Começou o segundo tempo, e é preciso falar sobre Zé Vitor.
O jovem atacante que já viveu momentos complicados no Marinheiro, foi muito questionado por alguns colegas, vive um 2022 que pode ser um divisor de águas na sua carreira.
Mostrou de novo, que tá mesmo querendo mais.
Quem sabe, não aconteça algo como aconteceu com Edu (ex-Brusque) hoje no Cruzeiro? Enfim, só uma especulação.
Zé Vitor ou “Zé do Gol” – Artilheiro isolado do Catarinense com 6 gols – Foto: Tiago Winter – CNMDAos 14 de etapa final, o camisa 9 fez um gol espetacular, de longa distância colocando o Marinheiro de novo em vantagem.
Daí, as substituições do técnico alvinegro Júnior Rocha deram resultado, a pressão dos donos da casa aumentou pra cima de um Marcílio com um a menos e a virada pra 3 a 2 se confirmou.
Resultado justo para o time da Capital.
Reações de Junior Rocha mostram o quanto a vitória foi importante para o alvinegro – Foto: Patrick Floriani/FFCDesatenções custaram o resultado na Capital, mas a percepção da torcida e a realidade é que o Marcílio Dias tem um time de entrega e de luta, com bons valores de qualidade.
Por isso que não é tão “normal” perder quanto um dia já foi no Scarpelli.
Apesar da derrota, a classificação pela bola que mostra parece encaminhada, mas o ideal é que ela aconteça entre os 4 primeiros.
Não é impossível. Muito pelo contrário.
Mas assim como aconteceu na derrota em Brusque, o grupo percebeu que o Catarinense é traiçoeiro e qualquer movimento errado, pode custar caro. (A expulsão de Kleinsson e as cochilada principalmente no segundo do gol do Figueira provam isso).
Bastante ativo nas rede sociais, o técnico Fernando Tonet e nada melhor do que ele, fez uma análise precisa sobre o jogo:
” … mesmo com a inferioridade numérica, conseguimos estar duas vezes na frente do placar, com dois gols de Zé Vitor, seguimos em frente com o ataque funcionando bem, precisamos de ajustes, mas ainda em evolução.”
Perfeito, professor. Mais uma oportunidade para mostrar evolução é no domingo contra o Concórdia no Gigantão das Avenidas.
A reta final da fase classificatória vai servir para que essa evolução aconteça e também para que o carimbo no passaporte para as quartas de final seja de um time maduro e equilibrado em todos os setores do campo.
Afirmar isso, é claro, uma obviedade no futebol, o difícil é alcançar esse equilíbrio. O Marinheiro ainda tem tempo, material humano e treinador para alcançar. Basta jogar e claro, ter um pouquinho de sorte.
É esperar pra ver.