Márcio Coelho lamenta eliminação do Figueirense, elogia Nenê e garante não temer demissão

Comandante do alvinegro deverá ser cobrado após a derrota por 3 a 0 para o Fluminense, no estádio Maracanã; ao ser questionado sobre sua permanência, "empurrou" a dúvida para a direção do clube

Foto de Diogo de Souza

Diogo de Souza Florianópolis

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O técnico Márcio Coelho, do Figueirense, lamentou o resultado de 3 a 0 para o Fluminense no estádio Maracanã, na noite desta terça-feira (25), e a consequente eliminação na Copa do Brasil 2020.

Além de apontar falha “no coletivo” da equipe, Coelho ressaltou a qualidade do Fluminense nos pés do experiente Nenê e, questionado pela reportagem do nd+, admitiu que “não sente pressão no cargo” a frente do time.

Fluminense 3 x 0 Figueirense; show de Nenê que anotou os três gols da partida – Foto: André Melo Andrade/Estadão Conteúdo/Divulgação/NDFluminense 3 x 0 Figueirense; show de Nenê que anotou os três gols da partida – Foto: André Melo Andrade/Estadão Conteúdo/Divulgação/ND

O discurso da eliminação, apesar de se adaptar ao contexto do confronto, é sempre meio blasé. Uma queda por 3 a 0, mais ainda, dificulta qualquer justificativa pós-jogo.

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Para o comandante do alvinegro, a estratégia não deu certo e, prova disso, foi que com menos de 15’ minutos de partida a vantagem construída há cinco meses, em Florianópolis, já havia ruído.

“A proposta era, quando tivéssemos a bola, reter a bola e forçar o desgaste do Fluminense. Quando eles tivessem a bola, a ideia era a gente esperar um pouco e explorar a transição. A gente estudou, viu que tem um posicionamento ajustado, mas não deu certo”, exemplificou Márcio Coelho.

“A gente esperava sair com o resultado diferente, queríamos a classificação, sabíamos a dificuldade que íamos encontrar, mas é uma equipe forte, o Nenê é um cara que dispensa comentários, atleta de altíssimo nível”, acrescentou.

Futuro no comando da equipe

Questionado sobre sua permanência a frente do comando técnico do Figueirense, Márcio Coelho optou por “entregar” a dúvida à direção, mas adiantou que não se sente “pressionado” no cargo.

“A gente teve momento de dificuldades e eu nunca me senti pressionado, claro que a gente precisa de resultado para seguir, mas eu me sinto tranquilo na sequência do trabalho e bem focado naquilo que precisa fazer”, entendeu.

Coelho ainda foi questionado sobre o atual elenco, mas preferiu “desconversar” sobre a capacidade do elenco e a sequência da temporada.

Série B o foco

O comandante do alvinegro também foi questionado sobre o futuro do Furacão na temporada, mas optou por não responder. Disse que o grande foco do clube será a Segundona e, de acordo com o andamento dos pontos, projetar o destino na competição.

Sobre reforços, Márcio Coelho também não quis se manifestar. Reiterou a confiança no trabalho e que agora, com a cabeça fria, deve projetar o Furacão que volta a campo já no sábado, diante do Confiança-SE, a partir das 19h, no estádio Orlando Scarpelli.

“É o nosso foco agora, temos que reunir todas as nossas atenções para não repetir as últimas participações na Série B e não brigar na parte de baixo da tabela”, ponderou.

Márcio Coelho, técnico do Figueirense, disse que não se sente pressionado no cargo – Foto: Alexandre Brum/Estadão Conteúdo/Divulgação/NDMárcio Coelho, técnico do Figueirense, disse que não se sente pressionado no cargo – Foto: Alexandre Brum/Estadão Conteúdo/Divulgação/ND