O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu o subsecretário de Esportes, Julio Garro, após ele exigir que Lionel Messi pedisse desculpas à seleção francesa.
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Javier Milei negou que Messi precise pedir desculpas – Foto: Internet/Reprodução/NDA demanda surgiu depois que jogadores argentinos cantaram uma música racista e transfóbica durante a comemoração do título da Copa América.
Seguir– O capitão da seleção nacional deve pedir desculpas. O mesmo que o Presidente da AFA. Isso nos deixa, como país, em uma situação ruim depois de tantas glórias – afirmou o subsecretário de Esportes ao portal “Corta”.
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Milei defende jogadores da seleção
Em resposta, Milei declarou oficialmente que ninguém tem autoridade para exigir algo da seleção argentina e anunciou a demissão de Garro.
— A Presidência informa que nenhum governo pode dizer o que comentar, o que pensar ou o que fazer à Seleção Argentina, Campeã Mundial e Bicampeã da América, ou a qualquer outro cidadão. Por isso, Julio Garro deixa de ser Subsecretário de Esportes da Nação — disse o presidente da Argentina.
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Entenda o caso
A controvérsia começou quando os jogadores entoaram uma canção que se popularizou durante a Copa do Mundo de 2022 durante a comemoração do título da Copa América 2024. Ao perceber o conteúdo da música, o volante encerrou a transmissão.
A canção tem uma letra racista e homofóbica. Uma live aberta pelo jogador Enzo Fernández capturou os jogadores cantando os seguintes versos:
— Eles jogam pela França, mas são de Angola. Que bom que eles vão correr, se relacionam com transexuais. A mãe deles é nigeriana, o pai deles cambojano, mas no passaporte: francês.
A Fifa anunciou a abertura de uma investigação para apurar o ocorrido. Além disso, o Chelsea, da Inglaterra, iniciou um processo disciplinar contra Enzo Fernández, responsável pela transmissão do vídeo no ônibus.
Jogadores da Argentina cantão música racista e homofóbica – Foto: Reprodução